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Os dirigentes roubam, são incompetentes, gastam pelo poder, e querem que o povo pague a conta

Eleições corinthianas: dinheiro do clube na campanha de Mario Gobbi

“Jogar dinheiro fora não é problema. Os clubes não pagam os impostos e ainda pressionam o governo para anistiar as dívidas. Aí, recomeçam os gastos e pedem novo perdão.

O futebol brasileiro parece um milionário falido que, quanto mais deve, mais gasta, para não perder a pose e o crédito.”

O pensamento acima, retirado da coluna de TOSTÃO, na FOLHA, retrata bem os pensamentos e hábitos da maioria dos dirigentes esportivos do Brasil.

Em tempos de Timemania – e agora Proforte – premiar a incompetência, a sede de poder, a ostentação e, por vezes, a roubalheira desse grupo de pessoas é estapear a face do povo, a quem eles querem onerar com suas inconsequências.

Veja, por exemplo, o caso do Corinthians.

O ex-presidente do clube, Andres Sanches, assumiu o cargo em 2007, com 70 milhões em dívidas, acumuladas em longos 14 anos de administração Dualib.

Durante sua gestão, mesmo com a propagada “maior arrecadação do país”, os valores ultrapassaram os R$ 200 milhões.

Agora, sob a tutela de Mario Gobbi, seu sucessor, a pendência é tão grande que há dúvidas, até entre os seus aliados, de como calcular – e amenizar – o montante.

Divulgou-se anteontem, por vias oficiais do Governo, no ótimo site do jornalista José Cruz, que, somente em impostos (INSS, imposto de renda, etc.) a pendência alvinegra é de R$ 170 milhões.

Ou seja, para manter o poder, decidiram, a bel prazer, não pagar os impostos devidos pelo clube, mesmo com arrecadação suficiente para tal.

Além disso, montou-se equipes caríssimas, sem planejamento financeiro, seguindo exatamente o preceito de estar falido, mas gastando os últimos limites de crédito, empurrando e ampliando a dívida com a barriga, numa criação de bola de neve que certamente estourará nas mãos de alguns dos próximos gestores.

E, ao invés de tentar equacionar os problemas, atuando de maneira responsável na administração, parte-se para o lobby político da anistia, na tentativa de colocar a dívida para debaixo do tapete, abrindo espaço para novas locupletações.

O exemplo do Corinthians, em que o volume de dinheiro, tanto de entrada, quanto de saída, é maior, serve para todos os clubes do Brasil, que, em proporção menor, na grande maioria, com raríssimas exceções, utilizam-se das mesmas artimanhas.

A doença do futebol brasileiro é a ganância – por dinheiro ou poder – de seus dirigentes.

Proforte, Timemania, e seja lá o que vier depois, será como tentar tratar a dor de um aneurisma cerebral com comprimido de Doril.

Ineficaz, e o paciente, certamente, vai morrer.

Somente com a mudança das cabeças, do sistema vigente e fiscalização rigorosa do Governo – não conivência –  inclusive com punição de patrimônio para os dirigentes que metem os pés pelas mãos, ou pelos bolsos, os clubes brasileiros deixarão de ser administrados por amadores, passando a gastar apenas o que arrecadam.

Os conselhos de clubes, para auxiliar e participar da mudança, precisam exigir de seu gestor a comprovação da capacidade financeira pessoal, não apenas para se manter no cargo, mas também em caso de ter que arcar com danos ocasionados à instituição.

Qualquer coisa diferente disso, é um convite não apenas à incapacidade administrativa, mas também às facilidades de enriquecimento proporcionadas pelas tentações do milionário mundo do futebol.

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