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Jornalismo e as Mídias Sociais

midias sociais

Os recentes episódios relacionados a declarações de jornalistas esportivos em mídias sociais, um deles ocasionando até demissão de um dos profissionais, na ESPN Brasil, detonaram discussões importantes a respeito do assunto, e que não podem ser ignoradas pela classe.

O jornalista que não entender a dimensão e as funções desses novos meios de comunicação está fadado a ter problemas semelhantes, e precisa, urgentemente, se reciclar.

A “desculpa”, utilizada por muitos, de que falam profissionalmente em suas emissoras, mas se reservam ao direito de se expressarem particularmente por twitter, facebook, etc., além de pouco inteligente, não condiz com a realidade e a função desses meios, que, por vezes, tem até mais alcance e repercussão dos que as empresas tradicionais.

Pessoas públicas devem se portar de acordo quando em contato com o público, demonstrando responsabilidade e inteligência em seus pronunciamentos e atitudes.

Uma coisa é você enviar email, falar ao telefone, por skype, etc., com alguém que compartilha de sua amizade, outra é se expressar em locais públicos sejam eles físicos ou virtuais, em que os interlocutores conhecem os “jornalistas”, não a pessoa por detrás da profissão.

A cultura e os hábitos do mundo mudaram, e quem subestimar a inteligência do consumidor de informações ou as novas plataformas de divulgar opiniões e pensamentos vai ficar para trás, abraçado com a ignorância e a falta de percepção de sua própria incapacidade de evolução.

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22 comentários sobre “Jornalismo e as Mídias Sociais

  1. Essa discussão remete ao fato de que o jornalista em seu horário de folga, utilizando-se de perfil pessoal em redes sociais, não está a serviço da empresa. Logo, ele pode dizer o que quiser.

    Isso foi muito debatido no dia seguinte ao episódio que ocasionou a demissão do Flavio Gomes. Acontece que eles tem que ver que se o cara tem visibilidade, é por causa da pessoa jurídica que ele representa. Isso é causa-consequência.

    Hoje, ao entrar pro mundo da vida pública, abandona-se o conceito de pessoa física e passa a representar o veículo onde trabalha, esteja você mijando, cagando, bebendo ou comendo, sempre será o jornalista e nunca o cidadão.

    Paulinho: Algumas profissões são diferentes… jornalista é jornalista 24h… quem entra no ofício está cansado de saber disso

  2. A verdade é que com o advento da Internet 3.0 o jornalismo acabou, não existe empresa jornalística no mundo capaz de acompanhar o conteúdo gerado pelas mídias sociais, a prova disso é o fim de vários jornais e revistas que optam pela internet para ganharem agilidade e a tendência é a de se diluir e expandir ainda mais as informações e democraticamente todos os cidadãos terão capacidade e a custos reduzidos de entregar conteúdo e informação com rapidez e sem a necessidade do jornalismo formal, que em breve mas muito breve mesmo não mais existirá!

  3. o jornalismo foi jogado no lixo como a medicina está sendo jogada pelo PT

    Hj, qualquer vagabundo analfabeto funcional se diz jornalista e faz sucesso. O Neto q o diga!!

    Qto as midias sociais, elas somente foram as pás de cal para alguns idiotas não sabem como usá-la ainda….Pra quem sabe, virou uma gde oportunidade

  4. E até agora nenhum jornalista se manifestou contra a agressão física, praticada pela Policia Militar do Rio Grande do Sul, dentro do campo de futebol, contra o jogador da Portuguesa,durante o jogo contra o Grêmio.
    O jogador Valdomiro, profissional de futebol, foi covardemente agredido pelos Policiais Militares, enquanto exercia o seu Trabalho.
    O Jornalista, Flavio Gomes, de forma passional, manifestou-se de maneira proporcional a agressão sofrida pir um jogador do seu time de coraçao.
    Lembrem-se que os Coroneis Nazistas, matavam os judeus, pirque estavam cumprinda estritamente as suas funções profissionais, como militares do Regime Nazista de Hitler.
    O texto postado, incita a desumanização so Ser Humano, em prol de uma soposta Ética.
    Recomendo a Leitura de Hanna Arendt, sobre a origem das atrocidades nazistas.

  5. na minha opnião so pode ser um canalzinho porcaria como a espn brasil do tal jose trajano e juca kfouri para demitir o cara a censura voltou de novo ao brasil? ora o cara pode escrever o que ele quiser no twitter dele isto aqui é democracia cara é logico que ele fica responsavel pelo que fala, isto é uma afronta aos outros jornalistas do canal que so se salva o PVC E O CALÇADE, porque o resto faz me um favor não fazem falta para nenhum canal

  6. Falando nisso, cade aquele jornalistazinho da sportv que foi atendido pelo stjd, sumiu do video??

  7. Paulinho bela discussão, parabéns, mas discordo, então quer dizer que se alguém filmar um jornalista já meio alto falando bobagens no bar ele pode ser demitido? 24 horas jornalista acho demais, eu posso ser um excelente profissional e depois que saio do serviço posso farrear e beber todas, trabalho não é escravidão, o que cara tem de ser correto na vida profissional. O Flavio Gomes está pagando por uma opinião pessoal dele no twitter pessoal dele, mas e os jornalistas que vivem bajulando atletas e dirigentes, fazendo jabás, recebendo comissões esses serão punidos? Que eu saiba o Flavio Gomes sempre foi um cara correto. Por que a moralista ESPN não cobrou a punição ao PM covarde que agrediu o jogador da Portuguesa? ACho que esse caso é um marco da liberdade pessoal no Brasil, que a pessoa fora do trabalho pode fazer o que quiser não sendo ilegal. É hipocrisia dizer que no twitter não pode falar, mas na mesa do boteco ou no skype pode, vc já ouvoi falar de Castelinho, Paulo Francis, Manardi que deram e dão opiniões polêmicas,mas não foram demitidos. A ESPN simplesmente fez cendura e pisou na bola.

  8. É muita burrice confundir liberdade de expressão com responsabilidade sobre a própria expressão. Quando um jornalista, figura pública, emite uma mensagem irresponsável, idiota ou racista, ele está exercendo a sua liberdade de expressão. A empresa que o contrata e que lhe dá notoriedade, contudo, tem todo o direito de querer se dissociar do dito “profissional”.

    Como disse o Paulinho, é ingenuidade demais crer que os 10, 20, 50 mil fãs que lhe seguem no Twitter estão seguindo o “João Pessoa Física” e não o “João Comentarista da TV”. Aliás, estas pessoas só seguem as suas publicações porque ele é o “João da TV”.

  9. Ok Alvaro vc está decretando a morte de uma pessoa física, agora jornalista 24 hs por dia representa a sua empresa.É o fim de todos valores constitucionais de liberdade, de direitos individuais, é o homem empresa ou homem pessoa jurídica que tem de desfilar 24 hs coma camisa da ESPN. Fora que a pena de demissão foi desproporcional, li agora a nota da ESPN e seu diretor trmina assim até a pé nós iremos pelos nossos principios, baita demagogia coma torcida do grêmio. Duvido que num país sério alguem seria demitido por opiniões particulares ou se um presidente de um clube pediria a cabe.ça de um jornalista. E quer saber fosse o Trajano ele comeria o figado dos dois, faria uma nota de repudio, mas não iria os demitir. Volta Trajano pra direção da ESPN!

  10. Paulinho viocê disse tudo!!
    O que me impressiona é como as pessoas não enxergam o que está tão claro!

  11. Concordo com o emerson, e acrescento que tem muita gente comentando sem ao menos ter conhecimento de quem é Flavio Gomes, estão generalizando e o comparando com os demais comentaristas da ESPN que tem blog e twitter relacionados a empresa ESPN. Tentem achar dentro do site da ESPN seu blog e twitter, não existe, só encontrara reportagens assinadas pelo mesmo.
    Se o cara só emite mensagem irresponsável, idiota ou racista, é muito fácil, basta você não segui-lo no twitter você não é obrigado é uma coisa pessoal dele. Siga aqueles que você compartilha com as ideias.
    Agora é muito diferente do Sr Juca Kimerda, que usa seu espaço no Canal para desferir comentários grosseiros e racistas contra a Associação Portuguesa de Desportos e consequentemente contra sua torcida, mais ai pode, sua torcida é pequena e seu Presidente não tem influencia nos bastidores da política.

  12. Paulinho e amigos, interessante e salutar a discussão. Com o passar do tempo, veremos como o jornalismo processará essas novas posições sociais dos jornalistas.
    Entendi perfeitamente o Flavio Gomes, torcedor assumido de um time visivelmente prejudicado pela arbitragem em uma partida acompanhada em tempo real. Foi o comportamento típico do profissional “curtindo” seu time após o expediente.
    Entendi perfeitamente a decisão do canal, que demitiu o profissional por ter, sobretudo, se excedido nos comentários, mesmo após o expediente.
    Porém, discordo de ambos: o jornalista, imagem dele e de uma empresa jornalística, não pode se exceder, mesmo após o expediente, ao menos do ponto de vista do que se aceita social e moralmente nos tempos atuais. E a ESPN não poderia ter aberto esse precedente, pois só o fez dada a repercussão de uma grande torcida, que se sentiu ofendida. Além disso, o Twiiter, como espaço, é opcional a quem queira segui-lo, e todos que seguem o jornalista sabem bem como ele é.
    Essa história me lembrou a do Blog do Jota Júnior, narrador do SporTV, que abandonou o espaço por conta dos comentários.
    Já vi gente brigando com comentaristas pelo Twitter por achar que alguns defendiam mais o Nadal do que o Federer, em uma briga sem sentido entre “nadalistas” e “federistas”, a ponto de Fernando Meligeni repreender Tiago Leifert, fã do suíço, defendendo não Nadal, mas o tênis como esporte.
    Assim, me parece que educação sempre cairá bem, mas o entendimento do momento atual da comunicação também. Que o Flavio pense bem antes de se revoltar e que a ESPN aprenda a entender que a paixão também é o nosso esporte.
    Abraço!

  13. Não, Emerson. Pelo contrário. Estou exaltando a responsabilidade da pessoa física que é associada com a liberdade que lhe é garantida.

    As pessoas esquecem-se com tremenda facilidade que, de mãos dadas com um direito vem sempre um dever. A liberdade de expressão é seguida da responsabilidade daquele que a exprime. Sempre!

    Sou totalmente favorável que o Flavio, o José e o João digam o que queiram, sempre. Lutarei por este direito, por mais que as pessoas façam mau uso do mesmo para dizer todo o tipo de barbaridade. Entretanto, aqueles que fazem mau uso – atribuindo a um terceiro conduta ilícita ou com comentários racistas, por exemplo – não devem se esconder atrás quando forem responsabilizados por seus atos.

  14. De novo os ignorantes defecando pelo teclado… “liberdade de expressão”… xingar gratuitamente, fazer comentários chulos e preconceituosos é expressão de, no máximo, ignorância, falta de bom senso e caráter. Mesmo se ele não fosse pessoa pública, já seria execrável escrever as besteiras que escreveu. Aquilo é coisa de MOLEQUE e não de homem, profissional, responsável. Quem acha que aquilo é “normal”, “brincadeira” e tals, no mínimo é moleque igual o indivíduo em questão (‘os’ na verdade, tem aquele do Estadão também).

    Nego ainda vem falar em “ditadura”. Oras, porra. Vocês nem sequer sabem o que é uma ditadura, pra começo de conversa. Ditadura existe em Cuba, na Coreia do Norte, existiu na China… vocês querem comparar pessoas exigindo bom senso e educação com soldados desses regimes assassinos? Ah dá licença, vai.

    A grande verdade é que hoje nesse país está cheio de gente ignorante que não sabe sequer o significado das palavras que usa. Chama os outros por exemplo de “fascista” sem saber o que significa, como se fosse um xingamento do tipo “tonto”. E são pessoas ignorantes nos dois sentidos da palavra, pois não possuem respeito pelos outros e acham a coisa mais natural do mundo sair por aí ofendendo os outros. Devem responder responder “bom dia” com “vá a merda”…

  15. É uma bela discussão, mas eu nao quero viver em um mundo em que sou patrulhado o dia inteiro pela minha empresa. Dai acabou minha individualidade, direito a privacidade e tudo. O leitor acima lembrou bem, a ESPN tem twitter e e-mail corporativo, o Flavio Gomes comentou no twitter pessoal dele. Qual o limite de comportamento que uma empresa aceita para sua vida pessoal? Você pode ser demitido por falar palavrões, por ser gay, por frequentar um prostibulo, moral e comportamento é dificil de ser analisado. Na verdade se a ofensa fosse contra a Portuguesa não aconteceria nada, como o presidente do Gremio é influente no meio juridico se entregou a cabeça do Flavio Gomes. Daqui por diante vc acha que algum jornalista vai criticar a diretoria do Gremio ou qualuqer outro time sem ficar com medo de punição? Claro que não. Como telespectador apenas posso banir a ESPN da minha programação diária em protesto.

  16. “Daqui por diante vc acha que algum jornalista vai criticar a diretoria do Gremio ou qualuqer outro time sem ficar com medo de punição? Claro que não.”

    Pow na boa, você não pode ser tão dissimulado assim. Muito antes deste episódio a gente já contava nos dedos de uma mão o número de jornalistas com culhão para serem críticos e investigativos sem rabo preso com ninguém (o Paulinho sendo um deles). Esse episódio não altera em nada o panorama, até porque essa horda de “jornalistas” não se comporta daquele jeito vendido por medo de processo, mas porque (você sabe muito bem, ou pelo menos deveria saber) recebe dinheiro e ‘agrados’ de empresário, dirigente, anunciante…

  17. Esse assunto é muito interessante.

    Ao mesmo tempo que ele tem todo o direito de se expressar da forma que quiser, ele também tem que arcar com o ônus de suas opiniões.

    E até que ponto uma empresa pode influenciar o comportamento de um funcionário em uma rede social?

    Esse assunto pode render ótimas discussões nas salas de aulas de jornalismo.

  18. O jornalista alega que o twiter e seu espaco privado e ali ele nao esta trabalhando para empresa. porem seu nome ficou conhecido e relacionado a empresa e este eh o motivo do mesmo ter muitos seguidores. Entao por este vinculo criado e fama proporcionada, o jornalista tem que ter o cuidado de ser profissional 24H e se nao concorda com isso, acho melhor procurar outra area de trabalho sem tanta visibilidade e responsabilidade para o publico

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