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Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito

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Do Árbitro, pelo Árbitro, para o Árbitro

Marcos Marinho, presidente da CA-FPF, e, Artur Alves Junior, o verdadeiro manda-chuva da comissão, entraram com pedido junto ao poder judiciário, solicitando a retirada do Blog do Paulinho das páginas da internet, bem como, para que este humilde colunista, e ex-árbitro de futebol, retire seus nomes das matérias anteriores, e, deixe de citá-los, nas posteriores.

Minha luta sempre foi do árbitro, pelos árbitros, para os árbitros

Aos árbitros da atualidade afirmo que, durante minha caminhada, nunca puxei o saco de nenhum dirigente, nunca torci contra o trabalho de nenhum colega, não era freqüente nos imundos corredores da Federação.

Enquanto agia no sentido coletivo, muitos colavam iguais a papel de bala nos árbitros de nome, solicitando, que pedissem para serem seus bandeirinhas, ou então, que interferissem a favor de suas escalas em qualquer partida, fosse quem fosse o árbitro; alguns destes árbitros tinham apadrinhamento de políticos que ligavam para o setor da FPF, exigindo escalas pro apadrinhado, sou convicto, que você, Artur, era um deles.

Este ex-árbitro sempre brigou e continua brigando na defesa de todos, nada temia ou temo, sempre fui franco, fato que me proporcionou o apelido de Louco, divulgado em todos os lugares por dirigentes da FPF, de clubes e maioria dos colegas.

Sempre fui, e continuo idealista; enquanto maioria se preocupava com escalas, tipo de partida e distância percorrida, este ex-árbitro, enviava cartas pro SAFESP criticando e apresentando possíveis soluções.

Citarei algumas das muitas opiniões que foram escritas, entregues por mim, na secretaria do SAFESP.

Violência

a) Ao tomar conhecimento das agressões sofridas por colegas nos múltiplos estádios do estado, expressava minha solidariedade e, exigia da entidade sindical, tomada de providencias para inibir o alastramento destes acontecimentos,

– dentre estas, convencerem os dirigentes da FPF no sentido de suspenderem as partidas marcadas nestas praças desportivas,

– expedir determinação para que nenhum colega aceitasse arbitrar nestes locais.

– como sempre, as diretorias do sindicato e federação, empurravam com a barriga para evitar atrito com dirigentes dos clubes

Castigo

O empurra, empurra, resultou na violenta agressão ao colega Adjaine Pires Barbosa, salvo engano, ocorrida na cidade de Mococa.

O caso foi pro Tribunal da FPF, árbitros combinaram aparecer, no dia do julgamento, compareci, olhei pros lados, não vi nenhum árbitro,

– dado momento percebi que um dos dirigentes da equipe agressora tentava agredir o Adjaine, cheguei perto e disse: “Aqui não FDP !”, e, bumba meu boi, o cara saiu gritando que iria pegar o revolver para me matar, aguardo até hoje.

Resultado

Fui penalizado e afastado, mais uma vez, como sempre, sem nada de solidariedade dos dirigentes do SAFESP, e, maioria dos colegas.

Forçados

Quando da agressão ao árbitro Silvio Acácio Silveira em uma partida do SC Corinthians Paulista, salvo erro, com participação do Rivelino, ocorrida no Parque São Jorge, os dirigentes do SAFESP, se mexeram, tomaram posição.

Tempo Depois

O mesmo aconteceu em uma partida da Portuguesa de Desportos, realizada no Canindé; não lembro o nome dos colegas da arbitragem.

Propaganda em favor dos dirigentes

No ano que José Maria Marim, concorreu ao senado, e, Nabi Abi Chedid, para assembléia legislativa, em um domingo,

– chequei no bagageiro de um dos veículos que transportavam árbitros, pacotes de folhetos de propaganda dos mesmos;

– não deu outra, lancei ao vento, em seguida, entrei na sede do SAFESP para saber se havia armazenamento de pacotes referente à propaganda política dos dois,

– encontrando, fiquei transtornado com o desrespeito da diretoria para com a independência da entidade,

– de pronto, falei que sindicato devia ser independente, guardar e divulgar candidaturas podia e devia ser direito do cidadão, não dos dirigentes e árbitros,

– na manhã da segunda feira, através telegrama, transmiti meu descontentamento,

– não contente, por volta das 16 horas, arranjei uma desculpa em meu trabalho para comparecer no SAFESP.

Assim que cheguei, tomei conhecimento que Walter Borges Queirós, um dos diretores e Antonio Bichir, advogado da entidade, enviaram o telegrama para Nabi Abi Chedid, principal dirigente da federação.

Rapidamente, fui até o prédio da FPF, perguntei onde era a sala do Nabi, assim que cheguei, fui recebido por Joaquim, funcionário do então departamento de árbitros.

De pronto Joaquim disse: “Fiori, você não tem jeito, me entregaram o telegrama, passei pro Nabi”.

Minha resposta: “Pode dizer que sindicato não é, nem pode ser usado para propaganda de políticos, na condição de eleitor, por entender que não são merecedores, meu voto não será pra eles”.

Regresso

Em seguida, retornei pro sindicato, encontrei com Walter e Bichir, e, disse-lhes: “Vocês expuseram o estilo desta diretoria, não tenho rabo preso com puto nenhum”, fui à federação, repeti minha opinião.

Recomendações

Em muitas ocasiões sugeri que a entidade sindical entabulasse convênio com médicos, dentistas e empresas, alargando minha sugestão, participei que poderíamos abrir subseção e convênios nas cidades do interior, exemplando afirmei:

“Na cidade de Bauru, mora o árbitro e odontologista Edson Massa, havendo conversação oficial do sindicato, possivelmente, aceitará.”

Ética

Acreditando que podíamos evitar desentendimentos, como também, o afastamento da nojenta ligação de árbitros com dirigentes e políticos, fui pioneiro ao sugerir que fosse criado Código de Ética.

Expulsões do SAFESP

Por defender a dignidade na arbitragem, fui expulso duas vezes, coincidentemente, gestões do José Assis Aragão.

A primeira

Por ter defendido a instituição, exigindo que a diretoria tomasse providencias em relação ao declarado por Ivo da Costa Junior, referindo-se ao trabalho realizado por Antonio Saraiva, quando de uma partida do São Bernardo, na época que seu presidente, Filipe Cheid, foi candidato nas eleições ao cargo de presidente da FPF.

Aguardando

De tanto cobrar e nada acontecer, em uma tarde noite, de uma sexta feira, após forte bate-boca,

– dei um soco no rosto do árbitro e “excelente” ser humano João Leopoldo Ayeta

– daí em diante, com incrível rapidez, o “impoluto” José Assis Aragão convocou seus subservientes diretores para expor que deveriam votar por minha expulsão, por tabela, absolveu, Ivo José da Costa.

A segunda

Ocorreu na época que acompanhei de perto a doença do Dulcidio Wanderley Boschila, por diversas vezes, sabedor da ojeriza do Aragão a minha pessoa, o procurei, solicitando que o sindicato socorresse possíveis necessidades do Dulcidio,

– neste vai e vem, recebi informação que Walter Borges de Queirós, ex-amigão do Aragão, anterior dirigente do SAFESP, com quem mantive distancia após o episódio do telegrama, estava na pior,

– consegui o numero do telefone do Walter, liguei, conversei e confirmei que estava com suas vistas deficientes e passava necessidade,

– Aproveitando minhas idas e vindas ao prédio do SAFESP para conversar do caso Dulcidio, participei pro Aragão sobre o problema do Walter, neste instante Aragão ficou bravo e gritou: “Fiori, o sindicato não é entidade assistencialista”,

– respondendo no mesmo tom, afirmei: “Em minha opinião é dever dos sindicatos socorrer antigos filiados”,

– Não contente Aragão se levantou, abriu a porta dizendo: “Coloque-se daqui pra fora”, respondi:

– “você pensa que tremo, corra pra cima”; neste momento apareceram alguns dos seus aduladores, passei por eles, e sai

Não deu outra, em pouco tempo, fui premiado com a segunda expulsão.

Falta de Ética

Diretamente, expressei pro Adilson Monteiro Alves, assim com para seu assistente Ilton José da Costa, a falta de ética do segundo, para com seus colegas de trabalho, vez que seria escalador de si mesmo, podendo fazê-lo para arbitrar as partidas que escolhesse.

Não foi diferente

Ilton José da Costa se escalou na maioria das partidas televisadas, com este proceder, agradou seu ego, mesmo não sendo bom árbitro, ganhou o escudo FIFA.

Por hoje, paro por aqui, perguntando para o ético Artur Alves Junior:

a) Onde estava você quando dos acima narrados?

b) Continuas achando correto que exerças funções inconciliáveis?

Décima Terceira Rodada da Série A do Brasileirão – 2013

Sábado 10/08

Botafogo 1 x 1 Goiás

Árbitro: Sandro Meira Ricci (FIFA-PE)

Nas vezes em que foi exigido, cumpriu sua obrigação

Domingo 11/08

Corinthians 2 x 0 Vitória

Árbitro: Elmo Alves Cunha (GO)

Item Técnico

Errou quando marcou penalidade máxima favorável ao Corinthians, ocorrida por volta dos 7 minutos da segunda fase; explico:

– A redonda bateu por duas vezes no braço do atleta Mansur do Vitória, em nenhuma, ocorreu o intento.

– Pato cobrou e, marcou o segundo tento corintiano

– No entanto, acertou por não ter entrado na onda do corintiano Emerson Sheik que se lançou ao solo quando tocado levemente em um dos pés, por Wilson, goleiro da equipe baiana

Item Disciplinar

Aceitável

Em Tempo

Confuso quando exercitou suas mímicas, deixando todos nós na dúvida, apontava uma situação, definia outra; deve treinar sua coordenação motora

Portuguesa 2 x 1 São Paulo

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Item Técnico

Acertou quando marcou a ostensiva mão na bola cometida por Aloísio, atleta são-paulino nos últimos segundos da contenda, pouco antes de a bola ultrapassar a linha de meta da lusa do Canindé

Item Disciplinar

Foi complacente para com o rodízio de faltas efetuado por defensores do tricolor do Morumbi, especialmente, na primeira etapa

Concluindo:

Na parte disciplinar Rodrigo Nunes de Sá, conversou muito e, agiu pouco

Quarta Feira 14/08

Amistoso Internacional

Suíça 1 x 0 Brasil

Árbitro: Deniz Aytekin (AL)

Item Técnico

Quando da tentativa do atacante Neymar em cavar penalidade máxima quando tocado levemente por um dos oponentes, acertou o árbitro

Item Disciplinar

Poderia e deveria ter expulsado o brasileiro Marcelo, bateu e muito

Lá fora o papo é outro

Neymar vai tomar esbarrões fortes quando disputar o campeonato espanhol, certamente, um, ou, outro poderá ser marcado, na maioria, o menino mimado da Vila Belmiro ficara falando sozinho

14ª Rodada da Série A do Brasileiro – 2013

Quarta Feira 14/08

Santos 1 x 1 Vasco

Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)

Os representantes das leis do jogo não tiveram influência no resultado

Fluminense 0 x 0 Corinthians

Árbitro: André Luiz F de Castro (GO)

Item Técnico

Aceitável

Item Disciplinar

Apesar do fraco nível técnico exercitado pelos contendores, no item disciplinar ocorreram algumas jogadas dignas da participação do árbitro, que, por sua vez, não teve muito critério, explico:

– acertou na expulsão do atleta Gum do Fluminense,

– errou por não ter advertido Emerson Sheik quando da pratica de duas jogadas faltosas,

– Edinho, defensor da equipe carioca, bateu forte e recebeu amarelo,

– logo após, cometeu uma ou duas merecedoras do segundo,

– como havia expulsado Gum, certamente, usou o nojento politicamente correto; fez média

Política

Verdades

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Finalizando

NOSSA LIBERDADE

(General Paulo Chagas)

Liberdade para quê? Liberdade para quem?

Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?

Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?

Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!

Fala-se muito em liberdade!

Liberdade que se vê dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!

Mas, afinal, o que se vê?

Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.

Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.

Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.

Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros. Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.

Mas, afinal, onde é que nós vivemos?

Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!

Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!

Vivemos no país da censura velada, do “microondas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor e com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!

Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?

Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?

Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?

E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?

Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto-estima e a própria dignidade?

Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?

* Paulo Chagas é General da Reserva do Exército do Brasil.

Chega de mentiras, de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

Sp-17/08/2013

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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