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OMNI é defendida por gerente da Arena de Itaquera

Lucio Blanco

Homem de confiança da diretoria do Corinthians, apesar de ex-gestor do departamento de arrecadação de ingressos, um dos mais denunciados por desvio de conduta, Lucio Blanco, talvez até por isso, foi alçado à condição de gerente da Arena de Itaquera.

Evidentemente repassando ordens de superiores, era quem, mesmo ocupando cargo subalterno, relacionava-se com a Odebrecht e também com a OMNI.

Anteontem, Blanco, em entrevista ao Globo Esporte, tentou convencer, com dados comprovadamente fajutos, que o atual sistema de venda de ingressos, que remunera a intermediária em comissionamento de 50%, é benéfico ao Corinthians:

“Vamos voltar ao Pacaembu, onde tínhamos uma empresa prestadora do serviço de venda de ingressos e que tinha uma política de cobrança de valores em cima do resultado financeiro do boletim das partidas. Então começamos um movimento no qual dizíamos o seguinte: o trabalho que você tem para vender um ingresso de R$ 100 ou de R$ 30 é o mesmo, não justifica eu pagar percentual sobre a venda. A empresa não entendia e não aceitava que mudássemos. A Omni aceitou. Se fizer um comparativo, no Pacaembu a partir de 2009 começamos a economizar com esse serviço R$ 1 milhão. Passamos a pagar por ingresso vendido, não percentual total.”

“Levando isso para a Arena, nossa economia é assustadora, porque as empresas têm por política cobrar sobre o boletim financeiro. Outra coisa: o Corinthians também tem hoje uma empresa de tecnologia que oferece o processo de venda de ingresso, mas quem executa a venda é outra equipe. Por que isso? Porque tenho condição de auditar, ver se o sistema está funcionando direito… Se eu tiver um problema de sistema, essa informação chega de maneira mais rápida. O benefício final para o torcedor é maior. Hoje é raro, quase nulo, o torcedor chegar na bilheteria no horário que estava previsto para abrir e ela estar fechada.”

A OMNI opera num sistema ultrapassado, em que, além de cobrar 1000% a mais do que outras empresas faturam por serviço semelhante, lança nos borderôs, em conivência com “esquema” de conselheiros, ingressos marcados com preço de “R$ 25”, em verdade destinados, por consignação, a cambistas, que, ao serem devolvidos (a sobra), são baixados como “erro contábil”.

Sem contar a gestão do estacionamento da Arena, em que atuava sem alvará, terceirizando o serviço com objetivo, claro, de ocultar a irregularidade.

Blanco mentiu, omitiu e se prestou a defender patrões e fornecedores de seu próprio bem-estar.

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