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Oficialmente desmascarada a farsa oportunista de José Maria Marin

Em nenhum momento, nos protocolos que antecederam o amistoso entre Brasil e Bolívia, tocou-se no assunto “morte de Kevin”.

Até porque, como já havia sido adiantado por esse espaço, o objetivo do jogo era outro, contribuir para a difícil situação financeira de ex-jogadores bolivianos dos anos 60.

Cai por terra, oficialmente, a farsa montada por Jose Maria Marin, no intuito de pegar carona na tragédia de Oruro, para aparecer como benemérito.

Fez bem o pai e toda a família do garoto, que ao perceber a manipulação do objetivodo jogo, feita pela CBF, recusou-se a comparecer ao estádio.

Demonstração de dignidade, qualidade desconhecida por Marin.

O jogo

A partida, em si, com vitória do Brasil por quatro a zero, foi uma grande pelada que, devido às circunstâncias, pode ser tratada mais como inconveniente do que uma brincadeira de luxo.

Sem o escudo da altitude os bolivianos são hoje, certamente, uma das piores seleções de todo o mundo.

Logo aos 3 minutos, Leandro Damião abriu o marcador ao receber cruzamento rasteiro pela direita de Jean.

E olha que o Brasil já havia perdido duas oportunidades antes disso.

Uma verdadeira moleza.

Depois de perder mais alguns gols, a Seleção ampliou com Neymar, aos 30 minutos, complementando tabelinha com Ronaldinho Gaucho num leve toque de categoria por cima do goleiro.

Antes o próprio Neymar já havia colocado bola na trave.

Houve tempo ainda para Neymar fazer mais um, aos 42 minutos, após receber bom passe de Jadson.

Felipão tirou Neymar e Leandro Damião, no segundo tempo, para testar Alexandre Pato e Osvaldo.

Dos dois, somente o são-paulino correspondeu.

Já sem a menor vontade de jogar futebol, o Brasil limitou-se a tocar a bola e, vez por outra, assistir a algum ataque desastrado do adversário.

Num deles, aos 28 minutos, Marcelo Moreno entrou pelo costado do ineficiente Andre Santos, sempre uma avenida, mas bateu cruzado, longe do gol.

Ronaldinho Gaucho, apagado, deu lugar ao palmeirense Leandro, aos 32 minutos.

Dória entrou aos 41, saiu Dedé.

Aos 46 minutos, Osvaldo, o melhor em campo, tabelou com Paulinho e Pato, que serviu para o estreante Leandro finalizar o marcador.

E nada mais aconteceu.

Apenas o apito final, terminando com a agonia de torcedores e jornalistas, sonolentos com mais um triste “espetáculo” de futebol.

Dentro e fora das quatro linhas.

*ATUALIZAÇÃO: A Rede Globo mentiu ao dizer que o “um minuto de silêncio” antes da partida foi em homenagem ao garoto Kevin. Na verdade era para o ex-presidente do The Strongest e da Federação Boliviana, Jose Saavedra.

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