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Diretoria do Corinthians exige apresentação de culpado para evitar que verdades venham à tona

Os Gaviões da Fiel ligaram para jornalistas, na tarde de ontem, prometendo entregar o suposto assassino do garoto boliviano, convenientemente menor de idade, a fim de, segundo a “organizada”, resolver a questão e evitar problemas jurídicos para o Corinthians.

A verdade é bem diferente, em todos os sentidos.

O episódio de Oruro desencadeou uma discussão temerosa entre os dirigentes do Corinthians, que precisam impedir que o assunto seja alongado por demais, evitando assim que possíveis desentendimentos entre os próprios torcedores ocasionem a exposição de verdades que, embora conhecidas no Parque São Jorge, pouco são divulgadas pela grande mídia.

O fato de a opinião pública tomar conhecimento de que muitos dos dirigentes das referidas “organizadas”, entre eles o diretor financeiro do Gaviões, preso na Bolívia, foram utilizados, juntos com representantes do crime organizado, como uma espécie de exercito do atual grupo de poder corinthiano causa calafrios no delegado Mario Gobbi.

Escancara ainda o nível de política, absolutamente irresponsável, feita dentro do clube nos últimos anos, expondo associados e conselheiros ao convívio com elementos da mais alta periculosidade.

Em diversas oportunidades, membros das “organizadas”, sob a alcunha, por exemplo, de movimento “Fora Dualib”, foram abastecidos com dinheiro de Andres Sanches, comprovável por depósitos em cheque na conta de um conhecido associado do clube, que fazia a “ponte”, para que intimidassem conselheiros, em alguns casos chegando até a vias de fato.

O recém-assassinado Nei, membro do PCC, segundo inquérito da Policia Militar, sócio do ex-presidente e também de André Negão, muitas vezes utilizou-se de seu grupo para o trabalho sujo não apenas dentro do clube, mas também em abordagens a jornalistas e possíveis nomes contrários ao sistema a ser implementado.

É exatamente essa união de trabalho, absolutamente promiscua e temerária, entre a diretoria de um clube como o Corinthians, as organizadas e membros do “crime”, que precisa ficar escondida do grande público, sob risco de motivação do Ministério Público e outros órgãos que possam se aprofundar numa possível investigação.

Além, é claro, do evidente constrangimento que seria ocasionado pela exposição de delegados e desembargadores que frequentam o Parque São Jorge e dividem as mesas, sejam de reuniões ou mesmo de bebedeira com alguns dos que estão, no momento, encarcerados no presídio boliviano.

Sabedores de tudo isso, e pressionados, por diversas razões, pelos presos, pela opinião pública, e também por dirigentes corinthianos, os Gaviões da Fiel resolverão o problema, provavelmente amanhã, apresentando um “culpado” qualquer pelo episódio boliviano.

Se realmente será o “atirador” ?

Para eles pouco importa.

O que não passa pela cabeça de nenhum dos elos é que a corrente seja quebrada, escancarando verdades que precisam  ficar submersas no submundo em que foram criadas e, principalmente, abastecidas.

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