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A farra de ingressos no Palmeiras: saiba como dirigentes e conselheiros lesam os cofres do clube

Não é de hoje que a incompetência e o descaso são corriqueiros na vida administrativa do Palmeiras.

Situação esta que leva a imoralidades que, com o passar do tempo, passaram a ser tratadas como normais.

Sem se importarem com a difícil situação financeira do clube, alguns conselheiros e dirigentes fazem a farra com ingressos gratuitos, que não apenas utilizam em proveito próprio, mas, em alguns casos, certamente lucram na revenda.

Tivemos acesso a exemplos absolutamente estarrecedores, e de fácil comprovação, se verificados na contabilidade palestrina.

Por exemplo, Salvador Hugo Palaia, que desde 2005, recebeu impressionantes 12.500 ingressos de numerada gratuitamente.

Cerca de 50 entradas por cada partida em que o Palmeiras é o mandante.

Durante este período, mesmo com a alternância do poder, ninguém ousou cortar o “benefício”.

Outro beneficiário da “farra” é o Delegado aposentado Afonso Della Mônica, que chegou a ter num de seus estacionamentos uma máquina de revenda de ingressos.

Não há notícias da prestação de contas sobre o serviço.

Mais modesto do que Palaia, ou talvez com menos prestígio, Serafim Del Grande também recebe suas numeradas (cinco por partida), de período até anterior a 2005.

Somados todos os ingressos a que teve direito até os dias atuais, chegamos ao montante de 1.300.

Del Grande, às custas do Palmeiras, adquiriu fama se ser “Pagador” de Ingressos, quase um benemérito, mesmo sem nunca ter desembolsado nada por eles.

O atual presidente, Arnaldo Tirone, quando vice de Della Mônica, também fazia sua “festinha” com dinheiro do clube.

Retirava, a cada partida, uma cota de 30 ingressos de numeradas e, com extrema cara de pau, sempre coçava o bolso, insinuando que desejava pagar.

Nunca pagou.

Razão pela qual deve se sentir constrangido em dar um basta nos privilégios daqueles que certamente sabem de seus hábitos anteriores.

Nem as organizadas escapavam da moleza, recebendo aproximadamente 1.500 ingressos por partida, em troca, obviamente, da conivência e silencio para com as irregularidades.

Entradas essa que eram impressas pela BWA, empresa acusada diversas vezes por corrupção, e que, estranhamente, não constavam no relatório das partidas.

O descontrole era tão grande que alguns diretores, desconfiados, começaram a questionar as “operações”, obrigando parte do clube a investigar o ocorrido, sendo então descobertas diversas irregularidades, como portarias de jogos “dominadas” por conselheiros, em que seus amigos e “colaboradores” entravam sem precisar mostrar um comprovante sequer.

Ou seja, além da incompetência na gestão do futebol, o Palmeiras vem sendo prejudicado há anos por boa parte de seus conselheiros e diretores, interessados no benefício próprio, pouco se importando com as contas do clube.

O resultado final é essa verdadeira “bola de neve” de incompetência, favorecimento e até corrupção, que estão novamente empurrando o clube para a Segunda Divisão.

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