Brasil nas Olimpíadas: a farsa da melhor campanha de todos os tempos

O COB, com imensa conivência de boa parte da imprensa, tenta nos induzir a acreditar na enganosa propaganda de que realizamos a melhor Olimpíada de todos os tempos.

Deturpação esta digna de Joseph Goebbels.

Não é verdade.

A não ser que tudo o que sabemos sobre os critérios de classificação olímpica tenha sido alterado nos últimos 15 dias.

Em primeiro lugar, embora todas as medalhas possuam seu valor, VITÓRIA, de fato, é a medalha de OURO.

Todas as outras são prêmios consoladores para que o esforço dos atletas seja reconhecido pelo público.

E, considerando o abusivo gasto de R$ 2,1 bilhões, sem contar entradas de dinheiro não contabilizadas publicamente, como os patrocínios governamentais, que elevariam ainda mais o montante, nosso rendimento foi, na verdade, o pior possível.

Conquistamos pífias três medalhas de OURO.

Ou seja, vencemos apenas três vezes.

Uma no Judô, outra na Ginastica, fruto do esforço pessoal dos atletas premiados, e a última no Vôlei Feminino, esporte este que recebe de patrocínios (governamentais), metade do valor da CBF, ou seja, uma senhora bolada.

No computo geral do dinheiro declarado, cada conquista brasileira custou R$ 700 milhões aos cofres públicos.

Um verdadeiro escândalo !

Se algo parecido com este desempenho pode ser considerado “sucesso”, como avaliar, então, campanhas como a da Itália, que gastou muito menos, e conquistou 8 Ouros ?

Pior ainda, ficar atrás da Coreia do Norte (!), sem tradição esportiva alguma, com 4 Ouros ou do Irã, também com 4, pais este que não disponibiliza condição alguma para a preparação de atletas ?

A resposta é óbvia.

Incompetência gritante, aliada a desvio de recursos, má aplicação de verbas e descaso com a socialização do Esporte.

É com este legado que o Brasil inicia hoje uma nova caminhada, que, tudo indica, culminará num vexame ainda maior, em pleno Rio de Janeiro.

Responsabilidade de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, ajudado pela omissão governamental, contando ainda com o ufanismo de uma imprensa que recebe as notinhas prontas e as publica, todas, como se fossem verdade.

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