Palmeiras: a falsa luta pelas diretas

Recentemente, 84 conselheiros do Palmeiras assinaram um requerimento, anexado posteriormente a um processo de “obrigação de fazer”, que tramita na Justiça, para obrigar o presidente do Conselho Deliberativo do clube a convocar reunião que poderia definir as eleições diretas no clube.

Quem não conhece o Estatuto palmeirense tem a impressão inicial de que são nobres lutadores contra a Ditadura.

Ledo engano.

O objetivo de muitos dos que assinaram o documento, guiado por dirigentes palestrinos, é bem outro.

Sabem que ao entrarem com ação judicial, atrasarão efetivamente a implementação das diretas, num processo que tem direito a recursos mil, embargos, etc.

Tivessem realmente o objetivo de resolverem a questão, bastaria utilizarem-se de armas que o próprio estatuto do clube tem para resolver a questão.

Segundo o art. 83, parágrafo 3º, “O C.D. reunir-se-á extraordinariamente, sempre que se fizer necessário para deliberar qualquer matéria sujeita ao seu pronunciamento na forma deste estatuto, mediante convocação de seu próprio Presidente, do Presidente da Diretoria Executiva ou do COF, ou ainda de 60 conselheiros, ou de 1.000 (um mil) associados com direito a voto ou 1/5 deles, prevalecendo nesse caso o numero menor subordinando-se a convocação nesse caso, a requerimento justificado, dirigido ao Presidente da Diretoria Executiva”.

Ou seja, se 60 dos 84 conselheiros que entraram na Justiça exigirem a realização da referida reunião, ela terá que ser convocada o mais rapidamente possível, de maneira extraordinária.

Basta publicar a Convocação em jornais expressivos, sem precisar sequer dar satisfação a presidente do clube, do Conselho, etc.

Por que, então, não o fizeram ?

Desconhecimento das leis do clube que tem a obrigação de defender ou interesse real em atrasar o que aparentam querer acelerar ?

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