MP e as Arenas: punição seletiva ?

Não é surpresa para quem acompanha este espaço de que o Ministério Público investigava irregularidades nas ações da WTorre, responsável pelas obras da Arena Palestra Itália.
A decisão de embargar a obra e mandar reconstruí-la, em nenhum momento causa estranheza.
Os alvarás concedidos ao Palmeiras foram cancelados, segundo o MP, por serem subsequentes a outro que estava caducado.
O fato mais grave é que a WTorre foi avisada da irregularidade, antes de iniciar as obras e, acreditando estar acima do bem e do mal, deu continuidade às demolições.
Irresponsabilidade típica da empresa, que pode custar muito caro ao Palmeiras.
Conselheiros palmeirenses colaboraram com as investigações do órgão, entre eles Gilto Avallone.
Ninguém duvida da falta de seriedade de Walter Torre, embora alguns ainda acreditem que o contrato seria benéfico ao clube.
Não é.
Mas, em contrapartida, embora o MP esteja atuando de maneira correta no caso do Palmeiras, é importante destacar que fecharam os olhos para o escárnio que acontece nos trâmites do “Fielzão”.
Caso ainda mais grave do que o ocorrido com a WTorre.
Quase todos os alvarás concedidos ao Corinthians, se devidamente apurados, seriam anulados.
Sem contar a indecente atuação do Prefeito de São Paulo na doação de recursos públicos ao clube.
Já que é para agir com firmeza, seriedade, o MPSP não pode se utilizar de medidas diferentes para casos semelhantes.
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