Receita médica

Demorei um pouco para comentar as declarações surgidas na mídia de que o departamento médico do Corinthians não via “nada demais” em Adriano tomar sua cervejinha uma ou duas vezes por semana.

Resolvi checar se realmente eram verídicas, até porque, sabemos bem qual é o quadro patológico do jogador, mesmo com sua insistente negativa em aceitar a realidade.

Que tristeza.

O responsável pelos médicos alvinegros, Dr. Joaquim Grava, que, segundo dizem, sofre do mesmo mal do atleta e, até por isso, deveria ser o primeiro a se insurgir contra esse estado de coisas, não só apoiou a afirmação, como se divertiu ao comentar com amigos próximos.

Um ato tão irresponsável que poderia – e deveria – ser investigado pelo Conselho Regional de Medicina, tamanho o disparate.

Dr. Grava, que já não pratica a medicina de maneira adequada desde o famoso caso Giba, que destruiu a carreira do jogador, decidiu se meter também no ramo de Construção Civil, declarando-se ótimo engenheiro, responsável, junto com André Negão, pelas obras do CT corinthiano na Ayrton Senna, é também comprador de materiais para o futebol profissional corinthiano.

Nas horas vagas, participa também, por intermédio de seu filho adotivo, responsável pela preparação física das categorias de base, de intermediação de jogadores.

Começo a crer que o “Imperador” realmente estaria mais seguro entre os semelhantes da Vila Cruzeiro.

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