O dono do futebol corinthiano

Mano Menezes não é “apenas” o treinador do Corinthians.

Seus poderes foram ampliados.

E muito.

Está cada vez mais parecido com V(W)anderlei(y) Luxemburgo, não só na maneira de agir fora de campo, como também nos discursos efetuados nas entrevistas coletivas.

Evidente, quando não veta o nome do entrevistador.

O gaúcho tornou-se uma espécie de “manager” extra-oficial do clube.

O diretor de futebol Mario Gobbi, tratado como “cachorrinho” do treinador até pelos seus aliados, aparece como rainha da Inglaterra no departamento.

É Mano Menezes quem indica os jogadores a ser contratados, sempre levando em consideração aspectos que possam agradar todas as partes envolvidas.

Foi ele que demitiu os preparadores físicos – função originária de um dirigente – ocasião em que Mario Gobbi, segundo testemunhas, limitou-se a acompanhá-lo, sem emitir opiniões.

Escolheu, também, os novos profissionais contratados, além de definir – acreditem – o valor a ser pago por seus serviços.

Mano adquiriu poder na medida em que proporciona cada vez mais lucros para seus patrões.

E não estou falando do Corinthians.

Se é que me entendem.

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