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A Militarização do esporte Olímpico brasileiro

Por ALBERTO MURRAY NETO

http://albertomurray.wordpress.com/

Em ótima reportagem publicada hoje na Folha de São Paulo, o Jornalista Sérgio Rangel relata que o Comitê Olímpico Brasileiro (”COB”) quer “militarizar o esporte olímpico brasileiro.”

Sempre defendi que as Forças Armadas deveriam participar de forma contundente na formação dos Atletas brasileiros e ajudar a massificar o esporte.

Além de possuirem profissionais competentes na área da educação física, as Forças Armadas têm execelentes praças esportivas, que são subutilizadas

Ocorre que o que o COB quer fazer não é nada daquilo que  precisamos para aprimorar tecnicamente os Atletas de alto rendimento, nem vai ajudar em nada a popularização dos esporte.

O projeto do COB limita-se em pedir às Forças Armadas que incluam em seus quadros determinados Atletas de alto nível para que esses, ao mesmo tempo em que passam a ganhar uma remuneração melhor, poderão representar o Brasil nos Jogos Mundiais Militares, no Rio de Janeiro, em 2.011, a fim de que o País não faça um papel feio na competição.

É a chamada institucionalização do “gato fardado”. A mesma coisa ocorre, desafortunadamente, no Esporte Universitário.

Algumas Universidades, buscando promoção, convidam bons Atletas a integrar seus quadros de alunos, dão a eles certos privilégios, bolsa de estudos, sendo que, em muitas vezes, sequer frequentar as aulas eles precisam.

Sua única obrigação é representar a Universidade em competições desportivas daquele segmento.

São os chamados “gatos universitários”. Essa prática é amplamente condenada pelas pessoas sérias do Esporte Universitário, há anos.

O COB, agora, segue o mesmo caminho, talvez com um pouco mais de pompa, porém com objetivos idênticos.

Quando se pensa que o COB tem um grande projeto com as Forças Armadas, de inserí-la definitivamente no contexto da formação do desportista brasileiro e de colocar suas praças de esporte a serviço da população pobre, para praticar esportes, eles vêm com essa “militarização” condenável.

O COB também aproveita para tirar das suas costas um peso que é seu, o de remunerar melhor os Atletas de alto rendimento.

Ao tornar os nossos “Atletas” os mais novos “militares” da nação, caberá às Forças Armadas dar a eles uma complementação salarial. O COB se livra dessa e pode gastar mais um pouquinho das verbas da lei Piva em quesitos de administração interna da entidade. Talvez trocar o tapete da sala da presidência.

E tomara que o Brasil não entre em guerra com o Suriname, porque aí nossos Atletas militares terão que ir para campos de guerra diferentes, para os quais não estão preparados.

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