Mais uma daquelas formulas…
Por Roberto Vieira
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CAMPEONATO DA TAMARINEIRA 2008
Chamar de regulamento o conjunto de normas que regem o Campeonato Pernambucano 2008 é um exagero. O regulamento é insólito porque premia os piores. Basta isso para definir a bagunça.
Ontem mesmo, nem Deus sabia quem era o sexto colocado no torneio. Mesmo consultando todos os profetas do Antigo Testamento. Os cavaleiros do Apocalipse. Os convidados na Santa Ceia.
E tem mais. Um primeiro turno sem clássicos. Alguém em sã consciência me explique como alguém pode vencer um turno em Pernambuco sem jogar um clássico?
O Náutico então? Deve estar dando graças a Deus! Na segunda fase do primeiro turno vai enfrentar os piores. Como alvirrubro eu acho graça. Como desportista eu considero uma volta ao passado!
Na década de 70 ocorreu um abuso de fórmulas e maracutaias no futebol brasileiro. Turnos, fases, subturnos, repescagens, o diabo. Campeonatos não terminavam. Advogados eram chamados no escuro da noite. Títulos eram decididos no Tapetão.
Sempre imaginei que tinha algo a ver com o famigerado AI-5.
Eu sei. Tem gente que aprecia o caos. Acha emocionante. Normalmente quando ganha. Mas o regulamento do Campeonato Pernambucano 2008 não foi criado na FPF.
Fontes fidedignas garantem que ele se baseia em outro regulamento famoso. O regulamento do Campeonato Interno da Tamarineira de 1956. Campeonato que terminou em festa. Algazarra. Benzodiazepínicos.
Com todos os jogadores metidos numa camisa-de-força!

