Petrobras e WTorre – corrupção e fraude ?
Você vai ler abaixo mais um possível caso de favorecimento e corrupção.
Fui procurado por uma fonte respeitável que me relatou o que você vai ler agora.
A história envolveria a gigante Petrobras, a WTorre (empresa que deve apresentar, na terça-feira, o seu “projeto” de construção do estádio do Corinthians), um cunhado de José Dirceu, que dispensa apresentações, Dilma Rousseff, Ministra-Chefe da Casa Civil e alguns “laranjas” pelo caminho.
A negociação já havia sido noticiada pela imprensa, na época do ocorrido, mas não com a riqueza de detalhes que apresentarei nesse relato.
A Petrobras teria o “habito” de se valer de empresas “testa de ferro” para contratar serviços em que, pelos mais variados motivos, dispensariam uma licitação publica.
Segundo a informação que recebi, a empresa já teria gasto cerca de R$ 34 bilhões, dinheiro publico, de nosso bolso, na contratação desses serviços.
A Petrobras teria decidido contratar os serviços de uma construtora para construir uma área que seria utilizada para projetos de óleo e gás.
Seria o primeiro dique seco do país.
Por motivos que serão citados abaixo, resolveu que não faria a licitação de maneira publica, mas que usaria uma empresa que seria uma “habitual” testa de ferro em suas negociações.
Seria um meio de escapar da rigidez da lei de nº 8666, que rege as licitações e contratos de Administração Pública..
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8666cons.htm
Com isso escaparia de prestar algumas contas ao TCU (Tribunal de Contas da União).
A empresa a que me refiro acima seria a Rio Bravo Investimentos, com sede no Rio de Janeiro, escritório em São Paulo, e de propriedade de Gustavo Franco, por muito tempo ligado ao governo de FHC.
A Rio Bravo teria assumido a empreitada e logo emitiu um edital de licitação que visava à contratação dessas empresas.
A licitação passa a ser privada e por conseqüência deixa de ser atingida pela lei nº 8666.
A empresa WTorres não participou da licitação de maneira oficial, mas logo você vai notar que nem tudo é o que parece ser.
Mais ou menos 7 empresas teriam participado dessa licitação privada.
A ganhadora foi a empresa Estaleiro Rio Grande, por diferença mínima de 0,8%.
O interessante, segundo a minha fonte, é que nas reuniões de apresentação do projeto, quem representava a Estaleiro Rio Grande eram pessoas ligadas a Petrobras, que se apresentavam como “consultores” da empresa Rio Bravo.
O projeto da Rio Grande, que foi o vencedor, era orçado em R$ 200 milhões.
Para piorar a situação, segundo a minha fonte, a Rio Grande teria sido “estranhamente” beneficiada no processo e teria vencido a licitação se usando de uma alegação de beneficio que não existia.
Agora que a história vai começar a fazer sentido.
No período compreendido entre o final da concorrência e a assinatura do contrato, a empresa WTorre adquire uma enorme quantidade de ações da Rio Grande e passa a ser a acionista majoritária da empresa.
Um típico caso de possível fraude com uso de laranja.
Não se esqueça que a WTorre é a empresa que promete construir o estádio do Corinthians, a custo zero, e que tem o apoio no clube de pessoas do “nível” de Edgard Soares, Flavio Adauto e Osmar Stabile.
E que teve o “merchan” de seu projeto amplamente noticiado no blog de um conhecido garoto propaganda.
