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Zizinho 100

Por Roberto Vieira

Zizinho perdeu pênalti como Zico.

Zizinho substituiu Leônidas.

Zizinho foi o ídolo de Pelé.

Zizinho foi amigo de Puskas no Rio.

Zizinho iria para a Itália se fosse campeão em 50.

Schiaffino no Bangu.

Flávio Costa e Bela Guttmann eram seus fãs.

A história do futebol brasileiro sua irmã.

Após 1958 tudo isso foi tragado pelas ondas suecas.

Zizinho se tornou um José de Alencar.

Um Machado de Assis.

Um Olavo Bilac ou Noel Rosa.

O futebol brasileiro virou bossa nova.

Mutante.

Didi e Jair riam à beça.

Gerson também.

Zizinho, Fried, Domingos, o Diamante e Ademir.

Melhor que eles?

Ninguém.

Mané de vez em quando.

Romário e Ronaldos na lua cheia.

Rivaldo na lua nova.

Os cem anos de Zizinho são cem anos do Brasil rural.

Tornando-se cinema transcedental.

Cem anos do gênio de verbo e passe fácil.

Zizinho que foi o primeiro supercraque.

A sofrer da mortal síndrome dos que não foram campeões mundiais.

Como se Copa do Mundo não fosse terra repleta de perna de pau.

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