O Caso Nilmar – por que se calaram ?
Estive ontem no Parque São Jorge, e conversei com inúmeros conselheiros e associados do clube.
Algumas conversas foram tensas, outras até prazerosas.
Fui acusado de trabalhar para A ou B, de manipular fatos para favorecer determinada pessoa, entre outras barbaridades.
Mas o que me impressionou é que aos poucos, aqueles que me acusavam, relatavam durante a conversa tudo o que eu havia publicado sobre eles.
Desmentiram categoricamente que a reunião no Sampaio Moreira tenha tido o carater golpista que publiquei, mas em todas as conversas fui informado por eles de que a parceria não havia terminado.
Alguns deles inclusive tentaram pelos mais variados argumentos me convencer de que ela era um ótimo negocio para o clube e que o Corinthians é que não havia honrado com seus compromissos para com ela.
Que Kia abriu mão de receber alguns pagamentos, entre eles o adiantamento das cotas de TV, visando beneficiar o clube que precisava acertar suas contas.
Que ele só parou de enviar dinheiro porque exigiu que Dualib apresentasse as notas fiscais de seus gastos.
Pude notar que realmente a grande maioria dos que ali estavam tinham grande apreço por Kia e pela parceria com a MSI.
Algo que realmente discordo e lamento.
Tentei posicioná-los de que a questão não era se a parceria foi um bom ou mal negocio, mas sim de que ela não deveria nem ter sido realizada pelo simples fato de que a mesma era comandada por pessoas execráveis, do mal, como Kia e Berezovski.
Fui taxado de puritano, chegaram a me falar que o mundo dos negócios não era desse jeito, deram alguns exemplos um tanto quanto estapafúrdios para tentarem demonstrar que estavam corretos, mas não me convenceram.
Respondi que o fato de não concordar com uma aproximação com a organização mafiosa MSI era para minha pessoa, uma questão de princípios.
No fim de tudo, muito foi conversado, mas nada foi esclarecido.
