Certezas no empate da Seleção Brasileira

O Brasil, jogando mal, empatou a duras penas com a Austrália em seu retorno após o fracasso na Copa do Mundo 2026.
Muitas são as dúvidas sobre o futuro da equipe.
Este jogo, porém, serviu para confirmar duas certezas.
Hugo Souza, que levou um gol defensável em cobrança de falta e demonstrou insegurança em outros lances, não é jogador de Seleção Brasileira.
Sequer é do tamanho do Corinthians.
É um profissional com boa técnica em cobranças de pênaltis.
E só.
No atual contexto do Timão, em que a mediocridade impera em todos os sentidos, serve.
Na Seleção, que tem por trás uma CBF endinheirada e procura retomar o protagonismo neste novo ciclo de Copa do Mundo, mantê-lo seria um erro que, em momentos decisivos, teria potencial para se transformar em desastre anunciado.
Outra certeza é a ausência de um craque no meio-campo.
Situação lamentável, levando-se em consideração a profusão de atletas extraordinários que produzíamos até alguns anos atrás.
Essa carência acaba impactando diretamente o desempenho dos bons jogadores de ataque que ainda existem no futebol brasileiro, obrigados a atuar sem alguém capaz de organizar o jogo, acelerar a criação e colocá-los em condições mais favoráveis de decidir.

