Meio campo convocado por Ancelotti sintetiza a pobreza do futebol brasileiro

Carlo Ancelotti convocou, ontem, uma Seleção Brasileira traumatizada pelo péssimo desempenho em mais uma Copa do Mundo, torneio que o Brasil não vence desde 2002.
Decidiu pela renovação.
Porém, basta observar a lista para perceber que, sejam quais forem os nomes e as idades, o problema permanece.
O meio-campo, antes celeiro de talentos do Brasil, continua um deserto de mediocridades.
Foram chamados volantes com alguma qualidade e algumas promessas.
Nenhum armador ou meia que possa ser tratado, ainda que exageradamente, como craque.
Situação que impacta, como já ocorre há algum tempo e se repetiu na Copa do Mundo, o desempenho de uma safra de bons atacantes, que não encontra o apoio necessário para jogar, na Seleção, o futebol que apresenta por seus clubes.
Na defesa, goleiros — todos sob teste — e jogadores razoáveis, nenhum deles com vaga assegurada na próxima convocação, podem evoluir ao lado dos diferenciados Gabriel Magalhães e Marquinhos.

