Meio campo convocado por Ancelotti sintetiza a pobreza do futebol brasileiro

Carlo Ancelotti convocou, ontem, uma Seleção Brasileira traumatizada pelo péssimo desempenho em mais uma Copa do Mundo, torneio que o Brasil não vence desde 2002.

Decidiu pela renovação.

Porém, basta observar a lista para perceber que, sejam quais forem os nomes e as idades, o problema permanece.

O meio-campo, antes celeiro de talentos do Brasil, continua um deserto de mediocridades.

Foram chamados volantes com alguma qualidade e algumas promessas.

Nenhum armador ou meia que possa ser tratado, ainda que exageradamente, como craque.

Situação que impacta, como já ocorre há algum tempo e se repetiu na Copa do Mundo, o desempenho de uma safra de bons atacantes, que não encontra o apoio necessário para jogar, na Seleção, o futebol que apresenta por seus clubes.

Na defesa, goleiros — todos sob teste — e jogadores razoáveis, nenhum deles com vaga assegurada na próxima convocação, podem evoluir ao lado dos diferenciados Gabriel Magalhães e Marquinhos.


  • Goleiros: Hugo Souza (Corinthians), Morisco (Coritiba) e Otávio (Cruzeiro);
  • Defensores: Artur Dias (Athletico-PR), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Jair (Nottingham Forest), Marquinhos (PSG), Matheuzinho (Corinthians), Mauro Júnior (PSV), Vitor Reis (Manchester City) e Wesley (Roma);
  • Meio-campistas: Andrey Santos (Manchester United), Breno Bidon (Corinthians), Bruno Guimarães (Arsenal), Danilo Santos (Botafogo), Douglas Luiz (Juventus), Gabriel Bontempo (Santos);
  • Atacantes: Endrick (Real Madrid), Estêvão (Chelsea), João Pedro (Chelsea), Pedro (Flamengo), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth), Samuel Lino (Flamengo) e Vinicius Junior (Real Madrid).
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