Mudanças de Lamacchia na proposta ao Vasco não eliminam conflito de interesses

As mudanças na proposta de Marcos Lamacchia pela SAF do Vasco, inseridas em manifestação judicial, reforçam algumas proteções aos credores, mas também beneficiam o comprador.
Há avanços: reforço das obrigações de pagamento, preservação de garantias em uma futura venda e renúncia à cobrança antecipada do empréstimo de R$ 40 milhões caso outro interessado vença a disputa.
Isso não basta para transformar a operação em um bom negócio.
Converter os R$ 150 milhões, até então mascarados como empréstimo, em sinal, exigindo depósito equivalente dos concorrentes pode restringir a disputa.
A antecipação de até R$ 27 milhões vem acompanhada da exigência de encerrar antecipadamente a recuperação judicial e sua fiscalização.
Faltou combinar com os credores.
Já o seguro de R$ 324 milhões que substituiria as garantias da Crefisa é insuficiente para declarar resolvido o conflito de interesses.
É pouco inteligente acreditar que o pai, José Roberto Lamacchia, e a madrasta, Leila Pereira, atuantes no submundo esportivo, estarão “desatentos” ao Vasco no período em que deveriam estar ligados apenas ao Palmeiras.

