Rolando Lero é candidato a presidente Corinthians

Certamente orientado por sua assessoria, Rozallah Santoro, ex-diretor de finanças do Corinthians na gestão Augusto Melo — que ocupava o cargo no momento do pagamento da propina da Vai de Bet —, publicou um vídeo simulando responder a “duros” questionamentos de torcedores.
Diz ter selecionado as manifestações em meio a mais de mil mensagens.
Esperto, falou apenas de obviedades.
Ainda assim, no melhor estilo “Rolando Lero”, personagem histórico da “Escolinha do Professor Raimundo”, criada pelo imortal Chico Anysio, que fingia responder ao que lhe era perguntado.
Faltaram, porém, explicações importantes.
O “Lero” alvinegro é contra ou a favor de conselheiros terem parentes empregados no Corinthians?
Um irmão de Santoro trabalha como advogado no Timão e recebe um dos maiores — senão o maior — salários do departamento.
Para não alongar, nunca ficaram bem claras as razões pelas quais Santoro autorizou o pagamento de comissão a uma empresa de “laranja” ligada ao PCC, no caso Vai de Bet, e, mesmo depois de se dizer enganado pelo presidente, permaneceu no cargo, após anunciar que se desligaria.
É estranho, para não dizer suspeito.
Rozallando Santolero é mais um nome do Centrão que pretende manter o sistema como está, seja na condição de presidente do Corinthians, em que poderá infestar a gestão com seus cúmplices de chapa, seja aderindo, como os integrantes do grupo sempre fazem, a quem vencer o pleito eleitoral, independentemente de ideias divergentes e currículos suspeitos.
Não à toa, desde 2007, o grupo citado nunca esteve fora da administração do Corinthians.

