A ‘absolvição’ do Presidente do Conselho Fiscal do Corinthians

A Comissão de Ética do Corinthians decidiu arquivar as denúncias de que o bacharel Haroldo Dantas, presidente do Conselho Fiscal do clube, ocupava o cargo concomitantemente ao exercício da advocacia privada para o presidente da Diretoria, de quem as contas precisa julgar em Parque São Jorge.
É desnecessário explicar a imoralidade, devidamente escancarada.
Independentemente de qualquer resolução, caberia a Osmar Stabile, que remunera Haroldo, exigir sua renúncia.
Ao próprio advogado caberia, num lampejo de decência, fazê-lo por conta própria.
Não o fazem porque sabem que, no Corinthians, esse tipo de situação é praticada e tolerada há décadas.
A Comissão de Ética vem sendo atacada, mas sua responsabilidade é relativa.
O principal problema está no Estatuto do alvinegro, mal redigido e omisso, por exemplo, em casos como o de Haroldo.
Resta saber se foi aprovado, apesar dessas falhas, por ignorância de quem votou ou por excesso de esperteza dos que sabiam que poderiam vir a se beneficiar desse tipo de comportamento.
Vale lembrar que Dantas, que prega “Deus, Pátria e Família” em sua esgotosfera, é protagonista em relatório do MP-SP que apura a ligação de integrantes do Corinthians com negócios ligados ao PCC.
Segundo o documento, o advogado de Stabile teria desviado um jogador do clube para o Santos, utilizando como intermediária a mesma empresa que recebeu dinheiro do esquema “Vai de Bet”.





