Palmeiras mantém criminoso confesso no órgão responsável por fiscalizar suas contas

O COF do Palmeiras, que deveria funcionar como guardião da responsabilidade administrativa e financeira do clube, mantém entre seus integrantes João Carlos Falbo Mansur, fundador da Reag e delator no escândalo do Banco Master.
Mansur assinou acordo de colaboração premiada com a PGR — ainda pendente de homologação pelo STF.
Uma delação pressupõe que o colaborador admita participação em crimes e ofereça informações e provas contra os demais envolvidos.
O Palmeiras permite, nesse contexto, que um criminoso confesso participe do órgão encarregado de fiscalizar as contas do clube.
Trata-se de uma situação indefensável.
O fundador da Reag é investigado no caso que apura fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master e também teve o nome envolvido em investigações sobre estruturas financeiras supostamente utilizadas para lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
O marginal chegou ao COF sob as asas da presidente Leila Pereira, que, até a revelação das falcatruas da financeira, preparava-o para sucedê-la no cargo mais relevante do Palmeiras.

