Corinthians e SAFIEL simulam relação profissional

A cúpula do poder corinthiano reuniu-se com os idealizadores da SAFIEL, em Parque São Jorge, supostamente para tratar, com profissionalismo, da possível assinatura de uma carta de intenções que autorizaria a empresa a buscar recursos no mercado financeiro.
O objetivo da gestão alvinegra, porém, era outro.
Dar um “pito” na SAFIEL por conta de entrevistas e posicionamentos que ampliam a pressão externa dos torcedores e, ao mesmo tempo, empurrar com a barriga procedimentos e questionamentos com desfecho previamente definido.
Neste momento, não há chance alguma de o acordo vingar — e tampouco haverá sem uma profunda reforma estatutária.
Obviamente, os representantes da SAFIEL não são ingênuos.
Participaram da encenação e utilizarão a provável negativa como combustível para continuar pressionando nas redes sociais e nas urnas, porque apoiam, veladamente, a campanha da ex-vereadora condenada Miriam Athiê à presidência alvinegra.
O “jogo de cena” entre os envolvidos foi escancarado pelo presidente Osmar Stabile, que, em entrevista concedida logo após a reunião, declarou que assinaria a carta desde que o “parceiro” quitasse previamente a dívida da Arena de Itaquera.
Evidentemente, o cartola e seus pares estão se divertindo com a situação ao impor uma condição natimorta.
A SAFIEL não tem dinheiro para isso.
O Corinthians, por sua vez, não poderia honrar a promessa sem que houvesse previsão estatutária para tanto.
Coisa de moleques.
Atitude ainda mais desrespeitosa quando se leva em consideração o atual cenário pré-falimentar que aflige a agremiação.

