Quem do Corinthians pediu propina para o fundador da SAFIEL?

Recentemente, Carlos Teixeira, CEO da SAFIEL, concedeu entrevista ao “Deu Zebra Cast”, ocasião em que fez uma grave revelação.
O assunto era Maurício Chamati, dono do Mercado Bitcoin e um dos fundadores do projeto.
“Ele foi patrocinador do Corinthians ainda na gestão Duílio.”
“Romperam o patrocínio com o clube porque pediram propina pra eles.”
“Ele pode te contar essa história… Pergunta pra ele quando ele estiver aqui.”
Evidentemente, o leitor do Blog do Paulinho não se surpreende com a informação de que cartolas alvinegros teriam pedido propina para o fechamento de contratos com o clube.
A questão é: por que Chamati não denunciou o caso à época?
Por que não procurou a polícia, a imprensa ou os órgãos internos do Corinthians?
Em vez disso, segundo fontes, teria patrocinado as campanhas de Andrés Sanchez, de Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves — apoio que, por óbvio, lhe facilitaria a entrada como patrocinador do clube — e também de Augusto Melo.
Todos mal-afamados e alvos de acusações relacionadas à prática agora denunciada.
Além disso, o CEO da SAFIEL parece ter contado apenas parte da história ao podcast.
É pouco provável que o pedido de propina, caso tenha ocorrido, tenha sido feito somente após um ano e três meses de permanência da marca Mercado Bitcoin na camisa do clube, e não antes da assinatura do contrato.
Urgem esclarecimentos.
Quem pediu propina a Maurício Chamati? Como isso ocorreu? Em que momento?
Por que os demais integrantes da SAFIEL, que, assim como Teixeira, parecem conhecer a história, não divulgam a informação nem pedem ao parceiro que o faça?
Por que, apesar de já terem transcorrido quatro anos, ainda não formalizaram denúncia aos órgãos competentes?
Esse assunto não pode ficar no ar, sob pena de todos perderem credibilidade.
Outro detalhe que enfraquece a possível “indignação” de Chamati com o tema ‘propina’ seria seu parentesco e sua atuação conjunta, na política do Corinthians, com a tia Miriam Athiê, condenada justamente sob a acusação de embolsar dinheiro indevido de empresas de ônibus enquanto ocupava o cargo de vereadora em São Paulo.
Seria o dinheiro dele que estaria, segundo fontes, ajudando a campanha da presidenciável.
Aliás, Athiê, sem que Chamati a desmentisse, afirmou em entrevistas que o sobrinho foi achacado pela campanha de Augusto Melo, quando questionada sobre as razões do apoio financeiro dele à operação.
É estranho.
Pouco depois de supostamente ter sido extorquido, segundo Athiê, Chamati integrou uma espécie de comitê de notáveis de Augusto Melo, novamente sem denunciar qualquer ilegalidade.
Diante da entrevista de Carlos Teixeira, os integrantes da SAFIEL — ao menos os dois que participaram da conversa — têm a obrigação de revelar os nomes dos supostos corruptos e explicar o comportamento de quem teria continuado a colocar dinheiro nas duas gestões em que estaria sendo coagido, prejudicando, direta ou indiretamente, o Corinthians.

A verdade sobre minha relação com o Corinthians e a SAFiel
Por MAURÍCIO CHAMATI
Como torcedor apaixonado pelo Corinthians, tenho a oportunidade de ajudar o clube após uma carreira empreendedora de sucesso, o que sempre fiz de forma técnica, ética e transparente. Diante das acusações do Blog do Paulinho, preparei esses esclarecimentos para apresentar os fatos verdadeiros e encerrar boatos difamatórios, as injúrias e as informações caluniosas que foram divulgadas a meu respeito.
Meu histórico com o Corinthians além de torcedor
- A empresa de que sou sócio e fundador patrocinou e estampou a camisa do clube de Set/2021 a Dez/2022, regularmente e conforme condições de mercado, sem qualquer indicação ou participação minha nas negociações;
- Apoiei o Augusto Melo em 2023 para uma mudança de gestão, exclusivamente com o aporte de 10 parcelas de R$ 3 mil para ajudar nos eventos que ele promovia para angariar mais apoio;
- Em 2024, meu nome foi divulgado como maior doador da vaquinha da Arena (até a data da primeira divulgação); assim que tive ciência, pedi anonimato pois meu objetivo é exclusivamente apoiar o clube. Pela mesma razão, fiz parte do grupo que ajudou na estruturação do site da vaquinha da Arena para resolver problemas técnicos de instabilidade e queda;
- Sou um dos idealizadores da SAFiel.
Doações de Campanha e Patrocínios
- Augusto Melo: a doação foi legal, feita da minha conta pessoa física direto para a conta pessoa física do Augusto (conforme indicada por ele) para ajudar a arcar com custos de churrascos da campanha no PSJ. Nunca recebi promessa, cargo, contrato, pagamento ou qualquer outro benefício por isso. O valor correto foi o acima informado (10 parcelas de R$ 3mil) e não o que foi divulgado nas matérias. Da mesma maneira, é errada a informação de que houve qualquer doação minha para conta de terceiros que não o Augusto.
- Andrés Sanchez: nunca doei um centavo a ele, a pessoas ligadas a ele, à RT ou à campanha. Não o conheço pessoalmente.
- Patrocínio: o patrocínio foi fechado em 2021 conforme condições de mercado e negociado pela equipe da empresa da qual sou sócio, sem qualquer participação minha. Não houve qualquer envolvimento formal ou informal de Andrés Sanchez no processo. O Duílio só conheci pessoalmente no dia da live do aniversário do Corinthians, no anúncio do patrocínio, e nunca mais tivemos contato nem pessoalmente, nem por telefone.
- Sobre a acusação de propina: houve um desentendimento comercial entre o patrocinador e o Corinthians sobre um pedido de investimento extra em Marketing que não havia sido originalmente acordado. Isso gerou a matéria do Estadão em 27/05/20221 dado que a empresa não concordou com o investimento adicional. Posteriormente, o Corinthians recuou e o patrocínio foi restabelecido conforme as condições originalmente contratadas.
Minha Atuação no Clube
- Nenhum Cargo ou “Contrato Secreto”: nunca fui diretor, gestor ou funcionário do Corinthians. Participei de reuniões de um comitê consultivo técnico, de forma totalmente não remunerada. Por isso, assinei um Acordo de Confidencialidade (NDA) padrão de mercado, e não um contrato de trabalho.
- Uso de Dados: a SAFiel foi estruturada com base em dados públicos recentes e estudos de mercado demonstráveis, sem qualquer uso indevido de informações sigilosas do Corinthians.
Relações Pessoais e Comunicação
- Compra de Opiniões: eu e a SAFiel não pagamos jornalistas, influenciadores ou conselheiros para elogiar a SAFiel ou para atacar dirigentes e adversários. Contratamos serviços profissionais de comunicação prestados de forma ética e transparente.
- Miriam Athiê: a Miriam é prima de segundo grau do meu pai, logo, é um parentesco distante e de pouco convívio. Nos vimos algo em torno de 5 a 6 vezes ao longo da minha vida. Obtive o contato dela em julho para ajudar a pedir uma reunião com o Osmar Stabile. Todas as demais ações foram tomadas por conta própria. Ela ou qualquer outra pessoa com envolvimento ou histórico político no Parque São Jorge não compõem o grupo da SAFiel. Ainda, vale dizer que ela não atua sob o meu comando nem mesmo alinhada comigo. Tampouco houve pagamento, cessão de equipe, escritório, equipamentos ou serviços para redes sociais, pesquisa eleitoral ou campanha de Miriam.
- Sem lucro ou ganho pessoal: não recebo, não pretendo e não aceitarei receber qualquer remuneração com a SAFiel. Nossa Carta de Princípios2 (disponível no nosso site) proíbe expressamente que os idealizadores obtenham comissões, bônus ou quaisquer vantagens.
Processos Judiciais
- Fui citado em um ou outro processo apenas por integrar uma empresa regularmente constituída, da qual sou um dos fundadores. Nunca fui investigado ou indiciado. Uma empresa com cerca de 4 milhões de clientes obviamente é parte em disputas cíveis por questões operacionais ou comerciais; Não se trata de condenações pessoais minhas por qualquer motivo, menos ainda por fraude.
SAFiel
1 https://www.estadao.com.br/einvestidor/cripto/mercado-bitcoin-tira-patrocinio-corinthians/
2 https://docs.safiel.com.br/Carta-de-principios-idealizadores-SAFIEL.pdf
- Capital Social: na época de constituição, o capital social da Invasão Fiel era baixo. Hoje os investimentos feitos já foram capitalizados e integralizados, conforme se pode verificar na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp).

