Marco Aurelio Cunha é testemunha de defesa de torcedor são-paulino acusado de homicidio


Morte de palmeirense


Julgamento de são-paulino é adiado para março


por Fernando Porfírio


Uma viagem do superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, à Índia adiou o julgamento de Carlos André Amorosino Júnior, o Sukita (ex-presidente da torcida organizada Independente), e de Vivaldo Marcelo Dantas de Souza. A sessão estava marcada para as 9h desta segunda-feira (29/1), no 5º Tribunal do Júri, na Barra Funda.


O dirigente do São Paulo é apontado pela defesa como a principal testemunha de Sukita. O cartola participa de uma excursão do time B do São Paulo à Ásia. O juiz Cassinao Zorzi Rocha, que presidiria o júri, decidiu marcar para 2 de março a sessão de julgamento.


Os réus são acusados de matar a pauladas o palmeirense Mauro Roberto Costa e de não prestarem socorro a Diógenes Fernandes Ventura. Eles respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e omissão de socorro e podem pegar pena de 12 a 30 anos de reclusão.


A defesa deverá sustentar a tese de insuficiência de provas de que Carlos André e Valdívio Marcelo tiveram participação nos crimes. Para os advogados, os depoimentos das testemunhas na fase de instrução do processo foram contraditórios.


A defesa já tentou evitar que os acusados enfrentassem o júri popular. Um recurso foi ajuizado contra a sentença de pronúncia, mas a 6ª Câmara Criminal do TJ paulista, por votação unânime, recusou os argumentos apresentados pelos advogados André Guilherme Lemos Jorge e Rodrigo Sensi Ribeiro de Mendonça.


Os fatos


Os crimes ocorreram em 22 de fevereiro de 2003. A confusão começou no Sambódromo do Anhembi quando, antes de desfilar, integrantes do bloco Independentes, composto por torcedores são-paulinos, atacaram corintianos do bloco Pavilhão 9. Testemunhas disseram que cerca de 10 são-paulinos, armados com revólveres e pedaços de pau, cercaram os corintianos.


Ruy Luciano Nogueira, 25 anos, que preparava um carro alegórico do Pavilhão 9, morreu com um tiro na cabeça. Os corintianos Cláudio Cassiano Freguglia, 31, T.P.O., 16, Cássio Terayama, 23, e o são-paulino Itamar Fagundes dos Santos, 20, foram baleados na perna. Olavo José Teodoro, 27, teve os braços quebrados.


Após os desfiles, cerca de 10 ônibus com integrantes do bloco Independentes foram escoltados pela PM. No entanto, na avenida Marquês de São Vicente, quando a Polícia não mais acompanhava o grupo, os torcedores obrigaram motoristas a passarem na frente da escola Mancha Verde, formada por palmeirenses.


Houve briga no local e duas pessoas morreram, o palmeirense Mauro Roberto Costa, 24, e Diógenes Ventura, 20, que seria da Independentes. Cerca de 60 são-paulinos foram detidos.


O ex-presidente do conselho deliberativo da torcida Tricolor Independente foi preso acusado da morte do palmeirense. A Polícia acredita que ele tenha sido também o autor dos disparos no Anhembi. Sukita negou o crime.


Cenas de terror


Testemunhas do confronto entre torcedores são-paulinos e palmeirenses, ocorrido perto da sede da torcida Mancha Verde, relataram cenas de terror à Polícia.


Segundo uma testemunha, um dos líderes do grupo são-paulino teria dito “vamos matar, vamos matar” no momento do ataque.


Momentos antes, de acordo com testemunhas, um são-paulino distribuiu paus e porretes a torcedores que desceram dos ônibus vindos do Anhembi. Há indícios de que foram utilizados cabos de enxada comprados em lojas de material de construção.


O ex-presidente da torcida organizada Tricolor Independente foi preso em flagrante e indiciado por homicídio. Ele negou o crime. Em depoimento disse que, se tivesse participado do ataque, teria manchas de sangue na roupa branca que usava. Uma testemunha, no entanto, o apontou entre cerca de 60 torcedores.


A mesma testemunha esteve no Hospital das Clínicas, onde identificou o corpo de Costa como a vítima que ele viu ser atacada.


O crime aconteceu em um confronto de torcedores no cruzamento das avenidas Marquês de São Vicente e Abrahão de Morais, zona oeste de São Paulo, após um desfile de escolas de samba no Anhembi.


Na ocasião, Carlos André era presidente da Torcida Independente do São Paulo Futebol Clube, e Mauro Costa, uma das vítimas, vestia um uniforme do Palmeiras. A rivalidade entre as torcidas teria sido o motivo dos ataques.


O julgamento será realizado no Plenário 3 do 5º Tribunal do Júri de São Paulo, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da capital paulista.


Fonte: Consultor Juridico


Marco Aurelio Cunha será testemunha de defesa de um ex-presidente da violentissima Torcida Independente que sempre esteve envolvida em situações de violencia e morte nos inumeros conflitos da qual fez parte.


Um caso de homicidio brutal e covarde que não deu nenhuma chance de defesa a vitima que teve como autores pessoas que se escondem atras de bandos de covardes uniformizados que tentam fazer do espetaculo que deveria ser o futebol uma frequente praça de guerra.


Uma pessoa na posição que ocupa em um clube da tradição do São Paulo ser testemunha na defesa de pessoas de comprovado passado violento em um caso de homicidio tem que ter uma justificativa altamente convincente e estamos curiosos esperando o teor do depoimento para saber qual será.

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