Justiça bloqueia bens de agentes de Danilo Santos por calote em ‘descobridor’ do jogador

A Justiça da Bahia concedeu liminar em favor de Adenilson de Jesus Freitas, idealizador do projeto social “Deguinhos da Bola”, determinando o bloqueio de bens e valores de agentes ligados à carreira de Danilo Santos, do Botafogo, até o limite de R$ 6,87 milhões.

A decisão reforma entendimento da 2ª Vara Cível de Salvador, que havia negado o pedido.

Ao analisar o recurso, a desembargadora Maria de Fátima Silva Carvalho concluiu que há indícios robustos da existência de um acordo entre Adenilson e os empresários Guilherme Momensohn Ignácio dos Santos e Thiago de Sales Cabral, segundo o qual o autor teria direito a 10% das receitas obtidas pelos representantes com a exploração da carreira do jogador.

Embora o contrato não tenha sido formalmente assinado, a magistrada destacou que mensagens de WhatsApp, ata notarial e pagamentos sucessivos via PIX e TED, realizados entre 2020 e 2024, evidenciam o acerto.

Os repasses teriam sido interrompidos após as negociações envolvendo as transferências de Danilo para o Nottingham Forest F.C. e, posteriormente, para o Botafogo, gerando um crédito estimado em R$ 6,87 milhões.

A negativa posterior da existência do contrato caracterizaria má-fé.

Também considerou presente o risco de dano diante da continuidade do recebimento de receitas pelos empresários, determinando o bloqueio cautelar de valores, além da expedição de ofícios para obtenção de documentos que permitam apurar o montante efetivamente devido.

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