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Há 20 anos, o ‘Todo Poderoso Timão’ conquistava o Mundo pela primeira vez

Há 20 anos, em 14 de janeiro de 2000, o melhor time da história do Corinthians sagrou-se Campeão Mundial ao vencer, numa duríssima final disputada no estádio do Maracanã, um Vasco da Gama cheio de estrelas (Romário, Edmundo, Juninho Pernambucano, Viola, etc), na cobrança de penalidades, após empate em zero a zero nos tempos normal e prorrogação.

Essa equipe magnífica, com pontuais alterações, havia, nos anos anteriores, vencido os campeonatos brasileiros de 1998 e 1999.

Nesta Copa do Mundo de Clubes, o Timão venceu o Raja Casablanca, do Marrocos, por dois a zero, empatou, num jogaço, com o Real Madrid, em dois a dois, para depois, em gol decisivo de Rincon, classificar-se no saldo de gols para a decisão, ao superar o Al Nassr, da Arábia Saudita, por dois a zero.

Todas as partidas disputadas no Morumbi.

Prestes a completar 28 anos, à época, estive entre as quase 80 mil pessoas presentes ao estádio do Maracanã (assim como nos três jogos da fase de grupos), e pude acompanhar, ao lado de queridos amigos, aquele feito histórico da vida do Timão.

Inesquecíveis momentos precisam ser relembrados.

Antes da final, ainda na rodada que decidiu a vaga alvinegra à disputa do título, a participação da Fiel Torcida foi decisiva para que o Real Madrid vencesse ao Raja por apenas um gol de diferença (com isso o Timão precisaria fazer os dois, que fez, no Nassr), ao gritar incessantemente o nome dos africanos, que, estimulados, jogaram como se estivessem vivos no torneio.

“Raja! Raja!’ e “Não é mole não, Roberto Carlos afundou a seleção’, ajudaram não apenas a confecção do resultado como também a enervar o lateral brasileiro, que terminou a partida expulso ao agredir o adversário.

Já no Rio de Janeiro, mesmo com ingressos limitados pela esperteza de bastidores de Eurico Miranda, o torcedor alvinegro ocupou, ao menos, 40% do estádio, sendo estes: a vaga destinada aos visitantes e também parte da numeradas, dividindo-as com incrédulos vascaínos, que não foram páreo, como torcida, para as quase três horas, incessantes, de um grito que mais parecia oração “Ô, ô, ô… Todo Poderoso Timão”.

Assim que o empate permaneceu no placar, após a prorrogação, a confiança dos corinthianos era tão grande em Dida que os vascaínos emudeceram diante de alvinegros que comemoravam como se as cobranças de penalidades fosse favas contadas.

O show das arquibancadas era tão grande que espocavam flash de câmeras (elas ainda era utilizadas) vascaínas fotografando a movimentação da torcida do Timão.

Com o chute decisivo de Edmundo por cima da meta de um frio e calculista Dida e a confirmação do título mundial, chorei, ao lado de milhares de marmanjos, como se a vida pudesse terminar ali, diante de tamanha realização.

Demoramos quase uma hora para sermos retirados do estádio, por questões de segurança, e, dali, partimos para comemorações.

Três dias depois, com direito a desfile com a faixa de campeão em Copacabana e Ipanema, retornei, com os amigos, a São Paulo, para infernizar a vida de palmeirenses, santistas e são-paulinos, que, em defesa, desqualificavam, da maneira mais criativa possível, a conquista mais relevante da história do Corinthians.

Nada, porém, conseguiria interferir no orgulho e felicidade daquele momento.

Hoje, jornalista, com olhos mais críticos, principalmente pelo presente que assola a vida administrativa e financeira do Corinthians, ainda sinto a emoção das alegrias proporcionadas por aquela equipe magnífica neste coração, à época tão inocente, de meus tempos de torcedor.


Meus ingressos do Mundial 2000

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