Detalhes sobre os protesto das ‘organizadas’ pela Intervenção Judicial no Corinthians

Ontem, cerca de 300 pessoas, a maioria integrante de torcidas organizadas, compareceram às portas do MP-SP para protestar a favor da intervenção judicial no Corinthians.
Bem menos do que era esperado.
Talvez porque a manifestação tenha ocorrido em dia e horário nos quais a maioria dos brasileiros normalmente está trabalhando.
De qualquer maneira, apesar da aparente boa intenção das organizadas, a escolha do local para o protesto não foi inteligente.
O MP-SP não decide absolutamente nada sobre a intervenção.
É do interesse da Promotoria que a Justiça acolha eventual solicitação sobre o assunto.
Portanto, dirigir ao órgão um pedido de “socorro” — levando-se em consideração que seus profissionais trabalham no mesmo sentido — ou promover atos de pressão e intimidação, além de despropositado, é inútil.
O correto seria que o protesto ocorresse às portas do Judiciário, que efetivamente julgará o caso e, até pelo histórico de magistrados alvinegros, sofrerá lobbies destinados à proteção dos interesses da cartolagem do Corinthians.
Mais coerentes serão os próximos protestos agendados: na Arena de Itaquera e às portas do Parque São Jorge, locais em que as manifestações poderão, de fato, pressionar os dirigentes.
Basta observar o resultado da renovação de Memphis Depay, que somente ocorreu por pressão da torcida.
Durante a manifestação, a SAFIEL, atingida em seus interesses, publicou nota oficial contrária à intervenção, reforçando a suspeita de que o objetivo do movimento é chegar ao poder, e não necessariamente apoiar soluções capazes de resolver os problemas do Corinthians.


