As organizadas, os jogadores do Santos e os jornalistas sem-vergonha

Atletas do Santos procuraram representantes da Torcida Jovem e da Sangue Jovem para reclamar da presença constante de pessoas que não deveriam frequentar o vestiário e outros ambientes reservados ao futebol.
Conselheiros, filhos de dirigentes, convidados, policiais etc.
Os jogadores disseram que não conseguiam, sozinhos, “blindar o vestiário”.
É difícil imaginar confissão mais explícita da falência administrativa do Peixe.
Na viagem ao Equador para enfrentar o Macará, pela Copa Sul-Americana, jornalistas e convidados embarcaram no mesmo voo fretado da delegação.
Profissionais de oito veículos estavam entre os beneficiados.
Não é a primeira vez que Marcelo Teixeira tenta agradar determinados membros da imprensa.
Em 21 de julho, o Blog do Paulinho publicou a matéria “Santos tentou corromper jornalistas”, revelando que o clube, por intermédio de Alexandre Mattos, havia oferecido a setoristas o custeio de passagens aéreas, hospedagem e até das vacinas obrigatórias para acompanhar a equipe em uma viagem à Venezuela.
A jornalista Gabriela Brino recusou a oferta e denunciou o ocorrido.
Outros aceitaram.
De maneira constrangedora, os profissionais foram cobrados pelos próprios jogadores durante a viagem, inclusive com questionamentos sobre quem os havia convidado e se não tinham “vergonha na cara”.
Agora, caberá às organizadas — que não são exatamente conhecidas pela civilidade — o trabalho de limpar a sujeira de uma diretoria que incomoda a todos e, agora explicitamente, também aos jogadores.

