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Coluna do Fiori

fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“Prefiro ser sincero, mal visto e odiado, a ser falso agredindo minha filosofia de vida”

Euclydes Zamperetti Fiori

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CA-FPF

Continuo não entendendo o plano de trabalho (se é que existe) adotado pelos componentes da CA-FPF no conjunto de situações inerentes aos árbitros; explico:

“Sorteios”

Por mera curiosidade no decorrer destes dias entrei no site da FPF com propósito de correr os olhos nas escalas e fiquei surpreso (rsrsrsrs) por ter apurado que da primeira a sexta rodada da Série A1, somada ao “sorteamento” da sétima que será disputada nos dias 28/02 e 01/03/2015, alguns árbitros, foram premiados por quatro vezes, outros somente uma.

“Contradição”

Recentemente, por motivos técnico/disciplinares, os árbitros Alessandro Darcie e Marcelo Alfieri, conforme determinação dos membros da CA-FPF, por tempo indeterminado eles estavam afastados dos “sorteios”.

“Surpreendentemente”

Durante minha olhadela nas escalas dos árbitros da Série A2, constatei que previamente selecionados e posteriormente “sorteados” na sexta feira 27/02 – Alessandro Darcie exercera sua função na contenda Sorocaba x Santo André. No sábado 28/02 – Marcelo Alfieri na disputa Grêmio Novorizontino x Água Branca

Sexta Rodada da Série A1 do Campeonato Paulista 2015

Sábado 21/02

São Paulo 4 x 0 GO Audax

Árbitro: Thiago Luis Scarascati

Itens Técnico/Disciplinar

Os representantes das leis do jogo não foram exigidos.

No todo:

A baba da babinha

Domingo 22/02

Ituano 1 x 1 Corinthians

Árbitro: Marcio Henrique de Góis

Item Técnico

Acertou

Por volta do 15 minutos da segunda etapa, o árbitro Marcio Henrique de Góis, acertou por ter marcado

– penalidade máxima no lance faltoso cometido por Josa, defensor do Ituano, no oponente Edilson;

– falta penal cobrada pelo corintiano Cristian, resultando no gol de abertura do placar

Errou

Por volta dos 20 minutos da segunda etapa, estando bem colocado, o árbitro, deixou de sinalizar a falta

– claríssima cometida por Naylor, defensor do Ituano, em cima do oponente Petros, na seqüência, Naylor

– tocou a pelota pra um consorte alçar a redonda pro interior da área corintiana; na descendente, Jhelmy,

– cabeceou pro fundo da rede, assinalando o gol de empate

Item Disciplinar

Não teve critério; em lances idênticos, em alguns marcava falta, em outros, nada marcou, destacando que

– Guerreiro, atacante do Corinthians apanhou o tempo todo, quando de uma reclamação, foi premiado com

– cartão amarelo

Rematando

O trabalho do árbitro me fez reportar o samba do crioulo doido

Portuguesa 1 x 3 Santos

Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Item Técnico

Não aconteceu o pênalti; explico:

Por volta do trigésimo primeiro minuto da etapa inicial, na linha de fundo situada ao lado do poste

– direito do goleiro da Portuguesa, com a bola dentro do campo, Robinho, atacante santista, estando com

– o corpo fora do campo em decorrência da disputa, foi atingido por um dos oponentes; rapidamente, o

– árbitro apitou e apontou a marca da cal; penalidade máxima, cobrada por Robinho: 2×0 pro Santos

Diz a Regra XII

Quando a bola estiver no campo de jogo, no caso de um dos litigantes ser atingido por oponente; a partida deve ser paralisada, podendo o árbitro, penalizar ou não, o infrator, com cartão amarelo; na seqüência, a contenda deve ser reiniciada com bola ao chão

Resumindo

O lance da falta acima descrito é difícil de ocorrer; tenho obtido excelentes informações quanto à conduta do

– árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Quarta feira 25/02

Contenda referente à segunda rodada da Séria A

Linense 0 x 2 Corinthians

Árbitro: Luiz Vanderlei Martinucho

No todo

O trabalho do árbitro não influenciou no resultado; porém, na parte física, notei estar fora de forma,

– na maioria das vezes, esteve mal posicionado e distante dos lances

Copa Libertadores – Fase de Grupos

São Paulo 4 x 0 Danúbio FC do Uruguai

Árbitro: Enrique Osses (CHL)

Os representantes das leis do jogo não tiveram influencia no resultado

Justiça

Exemplo de conduta de vários magistrados da “justiça” deste corrupto e corrompido Brasil brasileiro

1

2

Na magistratura brasileira (como em todos os lugares do planeta) há juízes de todo tipo (honestos, venais, ladrões, negligentes, aristocratas etc.). Os honestos e trabalhadores são os mais atingidos indiretamente em sua honra diante dos atos e omissões dos juízes pouco ortodoxos (fora da lei). Nesta última categoria há de tudo: juiz que usa carro apreendido para ser leiloado (carro de Eike Batista), que dá “carteirada” e prende a funcionária do trânsito mesmo estando com seu veículo irregular, que prende funcionários de companhia aérea depois de ter perdido o horário do voo, que maliciosa ou negligentemente guarda o processo, sobretudo de réus importantes (deputados, por exemplo), nas gavetas até chegar a prescrição, que afasta de suas funções outro juiz por ser “garantista das garantias constitucionais” (tribunal de São Paulo), que mora em apartamento funcional do Senado em Brasília pagando aluguel simbólico, ou seja, muito abaixo do mercado (esse conúbio entre o Senado presidido por um político processado criminalmente e ministros de tribunais superiores não é uma coisa boa para o País), que recebe imoralmente auxílio moradia mesmo tendo imóvel para morar (recebe um tipo de aluguel por ocupar o seu próprio imóvel), que se declara solidário a réu preso por suspeita de corrupção (caso Gilmar Mendes e o ex-governador de Mato Grosso divulgado pela Época), que é condenado por corrupção por vender sentenças (caso recente em SP e vários outros Estados – mais de 100 juízes já foram punidos pelo CNJ) etc.

O primeiro corregedor-geral do país (ouvidor-geral) também foi um corrupto.

Se os corruptos e corruptores, no Brasil, atuam com a mais absoluta sensação de que ficarão para sempre impunes, se a corrupção (entendida como prática criminosa que envolve agentes públicos e privados) aqui ingressou com os primeiros habitantes europeus e se consolidou com a construção do arremedo do “Estado Brasil”, em 1548 (tempo de Tomé de Sousa, Governador-Geral) e se o primeiro ouvidor-geral do Brasil (primeiro corregedor-geral da Justiça), Pero Borges, para ca foi nomeado (em 17/12/1548) pelo rei depois de ter surrupiado grande soma de dinheiro na construção de um aqueduto, em Elvas (no Alemtejo) (veja E. Bueno, em História do Brasil para ocupados, organizado por L. Figueiredo, p. 259), como negar que pertencemos a uma cultura patriarcal e patrimonialista desavergonhada, sem escrúpulos, sem pudor, debochada?

Analisando-se os desmandos e as estrepolias dos juízes corruptos, que vêm da escola de Pero Borges (que aqui se enriqueceu mais ainda), entende-se rapidamente a diferença entre uma cleptocracia (Estado governado por ladrões) e uma democracia cidadã civilizada (como é o caso dos países nórdicos, por exemplo: Suécia, Finlândia, Dinamarca, Noruega e Islândia): basta verificar a eficácia (ou ineficácia) do império da lei, ou seja, o quanto fica impune a corrupção do poder político-econômico-financeiro. Se os ladrões graúdos (agentes políticos, altos funcionários, agentes econômicos e agentes financeiros), que têm como escopo principal ou lateral de vida a Pilhagem do Patrimônio Público, desfrutam de um alto nível de impunidade, estamos inequivocamente diante de uma cleptocracia. E esse é o caso do Brasil.

Mas a negligência ou conivência da Justiça (frente aos poderosos) é um fenômeno isolado ou bastante corriqueiro? É frequente e onde isso ocorre podemos afirmar que estamos diante de uma cleptocracia (que se caracteriza não apenas pela roubalheira geral do patrimônio público, senão também pela impunidade dessa ladroagem). Considerando-se os dados de 2012 temos o seguinte: a Justiça brasileira, nesse ano, condenou 205 pessoas por corrupção, lavagem e improbidade. Pesquisa do Conselho Nacional de Justiça mostrou ainda que, entre janeiro de 2010 e dezembro de 2011, quase 3 mil processos por esses tipos de crime foram extintos por prescrição. Infográfico feito pelo jornal Gazeta do Povo mostra o seguinte:

3

A Justiça brasileira, como se vê, com 3 mil prescrições anuais somente nessa área da corrupção e improbidade, é uma indústria fértil de prescrições (que ocorrem quando o Estado perde o direito de punir em razão do transcurso do tempo), que vêm beneficiando inclusive muitos políticos (Sarney, Maluf, Jader Barbalho etc.). Ela funciona muito mal e é extremamente morosa (daí a desconfiança da população, em todas as pesquisas na última década). Muitas vezes ela não tira proveito material da criminalidade organizada P6 (Parceria Público/Privada para a Pilhagem do Patrimônio Público). Mas, com tantas prescrições (milhares por ano, como se pode notar no Infográfico acima), não se pode negar que seja conivente com o malfeito, com a corrupção, em suma, com a cleptocracia. A Justiça faz parte do sistema de impunidade reinante no País, que beneficia todo tipo de criminoso, incluindo especialmente os larápios que vivem da pilhagem do dinheiro público.

Autoria do Jurista e professor Luiz Flávio Gomes

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Finalizando

Seria bom se a justiça deste país fosse imprevisível, para de vez em quando nos surpreender com… justiça.

Demetrio Sena

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Chega de Mentiras, de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP- 28/02/2015

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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