Neymar e as implicações do beijo na mulher do próximo

Em meio à classificação do Santos sobre o fraquíssimo Remo, o assunto mais comentado foi a discussão de Neymar com integrantes da comissão técnica da equipe paraense, protagonizando cenas típicas de um adolescente por parte de um jogador que segue acreditando ser Peter Pan.

Ou Batman, como costuma se vestir ocasionalmente.

Mais ridículo, porém, do que se vangloriar diante de adversários tão modestos foi o comportamento ao deixar o gramado.

Neymar mandou beijos para a mulher de um torcedor que o xingava e ainda a convidou para entrar com ele nos vestiários.

Não se trata de puritanismo, mas de decência.

Houve desrespeito à mulher, tratada como objeto de provocação; ao marido, por razões óbvias; e também a Bruna Biancardi, companheira e mãe de dois filhos do inconsequente jogador.

Se ele age dessa maneira em público, é inevitável imaginar como se comporta quando as câmeras estão desligadas.

Biancardi conhece bem esse histórico, tanto que já perdoou outros episódios.

Isso, evidentemente, diz respeito apenas ao casal.

O que se discute não é a decisão dela de manter o relacionamento, mas o fato de Neymar expô-la e desrespeitá-la publicamente, ao mesmo tempo em que afronta torcedores, tornando o episódio de inequívoco interesse jornalístico.

O problema, ao que parece, seria de caráter.

Pelo andar da carruagem, diante da sucessão de episódios públicos e notórios, envolvendo os mais diversos assuntos, a impressão é de que se trata de uma deficiência de formação tão profunda que dificilmente encontrará solução.

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