Corinthians, placas e troféus em Parque São Jorge

Seguindo o comportamento típico de políticos populistas, em plena campanha eleitoral, o presidente Osmar Stabile promoveu um evento para a instalação de duas taças do Corinthians em espaço público do Parque São Jorge.

Trata-se de um ritual normalmente reservado à homenagem de feitos verdadeiramente relevantes.

Os troféus são oriundos das conquistas da Copa do Brasil e da Supercopa do Brasil, esta última disputada em partida única e de nenhuma importância no cenário nacional.

Ambos, por óbvio, foram conquistados na atual gestão.

A iniciativa acaba por desmoralizar outras taças e bustos de grandes ídolos da história do Corinthians, igualmente expostos para apreciação dos frequentadores do clube.

Pior do que a exposição dos troféus foi o que a acompanhou.

Uma placa foi instalada com os nomes do presidente, do vice-presidente e de diversas pessoas que não tiveram qualquer participação no futebol profissional alvinegro.

Encontrou-se espaço até para o advogado do presidente, que atualmente preside o Conselho Fiscal, apesar de seu nome constar em investigações desonrosas que o vinculam a um negócio realizado com empresa acusada de operar dinheiro ligado ao PCC.

Para configurar o estado de compadrio, a placa, apesar de constar o nome de Presidentes de Poderes, como o da Diretoria e do CORI, não inseriu o do Conselho Deliberativo, desafeto da gestão.

O que não deixa de ser uma afronta ao órgão.

É o privilégio da vaidade em um clube destruído, financeira e moralmente, mas que seus cartolas, conselheiros e diretores insistem em imaginar vivendo em céu de brigadeiro, numa dimensão paralela alheia à dura realidade.

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