A CBF é uma excrescência

Por ROQUE CITADINI

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é uma excrescência no mundo do futebol, pois é administrada por pessoas ausentes do dia a dia dos clubes, no caso, pelo representante de Roraima (estado que não tem nenhum clube na primeira, segunda ou terceira divisão).

A CBF poderia ajudar o futebol brasileiro convocando uma ampla explicação do que ocorreu na Copa.

Deveriam aparecer os diretores (nenhum vinculado a clubes) e os critérios de convocação de jogadores para a seleção nacional.

É comum aparecerem jogadores de clubes distantes, de campeonatos desimportantes, que nunca tiveram destaque em nada.

Ocorre que os jogadores precisam ser convocados para a seleção nacional, pois isso é requisito para serem contratados por grandes equipes de ligas importantes.

Sem essas convocações, a carreira desses “craques” acaba minguando.

E quem faz isso é o submundo do futebol, onde não há separação entre empresários e diretores, e a partir daí aparecem as surpresas.

Esse processo complicado fica mais difícil nos clubes, onde a mídia e os torcedores acompanham o dia a dia do futebol.

Outro problema é o curto período de treinamento das seleções. A CBF adota períodos cada vez mais curtos para não complicar os calendários nacionais.

No caso da seleção brasileira desta Copa, muitos dos jogadores nem se conheciam e tiveram poucos dias para isso.

Diferente foram as seleções de 58, 62, 70 e 94, que tiveram um período de treinamento adequado, no qual o entrosamento ajudou nas vitórias.

O futebol, como sabemos, é coletivo, e isso é quase impossível de ocorrer em poucos dias de treinamento.

O melhor seria uma reforma na CBF, com os clubes, que mantêm o futebol, tendo papel importante, como ocorre nas melhores ligas.

Afinal, quem sofre para contratar jogadores, pagar salários e revelar os atletas são os clubes.

As federações estaduais — que aqui mandam na CBF — são totalmente ausentes do dia a dia do futebol.

São corpos burocráticos que sugam o futebol sem nada contribuir.

Seria adequada uma ampla discussão sobre isso tudo. É claro que os clubes não são exemplos muito dignos de gestão, mas, afinal, são eles que, com trancos e barrancos e muita confusão, tocam nosso futebol.

O ideal seria que o voto dos clubes decidisse os caminhos da seleção, como ocorre na maioria dos países.

Aqui, os clubes grandes de nosso futebol não decidem nada.

Quem decide é Roraima, Rondônia, Acre, Sergipe…

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