Stabile e Tuma na pizzaria corinthiana

A Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo do Corinthians arquivou as representações disciplinares recíprocas apresentadas entre o presidente do clube, Osmar Stábile, e o ex-presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, relativas aos fatos ocorridos na pizzaria do Parque São Jorge, em 6 de março de 2026.
Acusações de ameaças e constrangimentos, entre outras, foram citadas.
No despacho, o presidente da Comissão, Leonardo Pantaleão, afirma que as duas representações foram processadas em conjunto por tratarem do mesmo episódio.
Porém, as informações fornecidas foram insuficientes para permitir a apuração dos fatos.
Segundo o documento, Stábile havia informado que apresentaria um rol de testemunhas para complementar a prova, mas deixou transcorrer prazo considerado suficiente sem indicar os nomes prometidos nem juntar qualquer outro elemento probatório.
Além disso, a Comissão expediu dois ofícios à Diretoria Executiva, em 12 e 26 de março de 2026, solicitando as gravações das câmeras de segurança do terceiro e do quinto andares da sede social, referentes aos dias 4 e 5 de março.
As solicitações foram encaminhadas ao próprio Osmar Stábile, na condição de presidente da Diretoria, responsável pelos sistemas e registros do clube.
De acordo com o despacho, não houve envio das imagens nem apresentação de justificativa para o descumprimento das diligências.
Para a Comissão, a ausência das testemunhas anunciadas e o não fornecimento das gravações impediram a formação de um conjunto probatório mínimo capaz de sustentar o prosseguimento da instrução e o julgamento das acusações recíprocas.
O despacho ressalta que o arquivamento não representa reconhecimento da procedência ou improcedência das acusações formuladas por qualquer das partes, decorrendo exclusivamente da insuficiência de provas.
A decisão ainda prevê a possibilidade de reabertura da apuração caso surjam novos elementos probatórios relevantes e idôneos.

