Saiba quem são os atuais pré-candidatos à presidência do Corinthians

Em meio ao caos político rotineiro, o Corinthians elegerá, daqui a poucos meses, seu novo presidente e também os conselheiros do clube, o que implicará, mais uma vez, no inferno costumeiro de compra de votos, troca de cargos e empregos por apoios, entre outros péssimos hábitos.

Dessa lama começam a surgir os primeiros possíveis candidatos ao cargo máximo da agremiação.

Pela situação, o nome segue sendo o de Osmar Stabile, embora haja questionamentos — em razão da dubiedade de um estatuto mal elaborado — sobre a eventual existência de condições legais para que o dirigente concorra.

Se a Justiça, que provavelmente será acionada, decidir que não, o substituto deverá ser aquele que se ajoelhar com maior submissão ao capo Paulo Garcia.

Nesse quesito, o diretor financeiro Emerson Piovesan larga em vantagem.

Neste momento — porque amanhã a lista pode ser diferente —, entre os supostos opositores estariam, salvo possíveis adesões, fusões e acordos subterrâneos para retirada de candidaturas:

  • André Negão, da Renovação e Transparência, que iniciou campanha nas redes sociais e pode se beneficiar da fidelidade de parte de seus apoiadores caso haja, como tudo indica, um grande número de postulantes;
  • Marcelo Mandel, ligado a um grupo de associados que tem atuado de forma combativa na fiscalização da gestão Stabile — dentro e fora do Parque São Jorge —, mas que carrega o peso de ter sido diretor da gestão Augusto Melo, apesar de tudo o que já se sabia sobre ele;
  • Rozallah Santoro, integrante do Centrão, grupo que há duas décadas infelicita o Parque São Jorge, participante ativo tanto da gestão Augusto Melo quanto, agora, da administração Stabile;
  • Sergio Janikian, ex-diretor de Roberto Andrade, ex-sócio de Hanna Garib no período em que este comandava a chamada Máfia dos Fiscais, indiciado por crime contra a ordem tributária e formação de quadrilha em Santa Catarina e, até outro dia, “investidor” do grupo Renovação e Transparência;
  • Miriam Athiê, condenada por improbidade administrativa após acusação de receber propina, quando vereadora, de empresas do setor de transportes beneficiadas pela Prefeitura de São Paulo, ex-integrante da União dos Vitalícios, grupo que deixou apenas após receber apoio, ainda que velado, de empresários ligados à SAFIEL;
  • André “do Bilhão”, mitômano conhecido no meio político do clube, corretor de empresas de fachada ou ligadas a golpes, que tentou intermediar, durante a gestão Augusto Melo, a venda de títulos podres do Banco Santa Catarina, atualmente investigados como possível instrumento de lavagem de dinheiro do PCC.

Ao que tudo indica, a decisão do eleitor corinthiano — excetuando-se aqueles que venderem seus votos, como infelizmente costuma ocorrer — será tomada por exclusão, escolhendo, entre alternativas problemáticas, aquela que lhe parecer menos ruim.

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