O silêncio canalha dos grupos ‘limpinhos’ do Corinthians

Quando a situação política de Augusto Melo tornou-se irreversível — e somente nesse contexto —, os grupos que o alçaram ao poder, União dos Vitalícios e Centrão, roeram a corda e emitiram nota oficial exigindo a renúncia do presidente do Corinthians.

Tentavam se desvincular da sujeira que cercava o cartola, posteriormente tornado réu por desviar dinheiro do clube.

Na última semana, o vice-presidente Armando Mendonça, do Centrão, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por furto qualificado, apropriação indébita e coação no curso do processo, em razão de seu envolvimento na subtração de uniformes alvinegros.

Gravíssimo.

Os áudios revelados pelo Blog do Paulinho, nos quais o cartola ameaça o diretor de tecnologia e todo o seu departamento, estão juntados ao inquérito e expõem, por si só, a periculosidade do sujeito.

Apesar disso, inexiste qualquer movimentação entre os autoproclamados “limpinhos”.

Os “vitalícios” temem que, ao pedir a renúncia de Armando — como, repita-se, fizeram aos 44 minutos do segundo tempo com Augusto —, possam ser alvo de uma eventual vingança do dirigente afastado, o que colocaria por terra a possibilidade de todos se manterem no poder.

O Centrão é isso aí.

Hipócrita desde os tempos em que se dizia honesto — com o auxílio conivente de parte da mídia —, apesar de ocupar cargos relevantes nas mais corruptas gestões da Renovação e Transparência e também na de Augusto Melo.

Vitalícios e Centrão, coniventes, jogam de bandidos contra o Corinthians.

É a canalhice explícita de quem sobrevive das benesses do poder, seja ele qual for e quaisquer que sejam os métodos utilizados para alcançá-lo ou mantê-lo.

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