Resultado da compra de votos definirá futuro de Andres Sanchez no Corinthians

Nesta semana, os bandidos de sempre atuaram, nos bastidores, para comprar os votos de conselheiros que, há tempos, sobrevivem desse comércio em Parque São Jorge.

As moedas ofertadas foram as habituais: dinheiro, cargos e empregos a parentes.

O objetivo é impedir a expulsão de Andres Sanchez do quadro de associados alvinegro, compromisso de campanha de Osmar Stabile, que acabou unindo União dos Vitalícios, Renovação e Transparência e Centrão como gestores efetivos do clube.

Apanhado com a “boca na botija”, tal qual Al Capone, pelo menor de seus delitos — o uso de cartão corporativo para fins pessoais —, certamente por descuido após duas décadas de impunidade, Sanchez, em condições normais de decência, seria expulso por unanimidade.

Mas não é esse o quadro vigente em Parque São Jorge, como todos sabem.

No anonimato, em levantamento realizado por coletivos de torcedores, aproximadamente 150 conselheiros declinaram seus votos, resultando em percentual de absoluto equilíbrio, o que revela a degradação moral vigente no Corinthians.

Nada está resolvido.

Os indecisos assim se apresentam não porque realmente estejam nessa condição — até porque não há alternativa duvidosa numa votação que decidirá pela expulsão, ou não, de quem desviou dinheiro do clube —, mas porque negociam condições mais vantajosas de adesão.

Ou seja: também são bandidos.

A grande chance dos que torcem pela expulsão de Andres Sanchez reside no fator intimidador do voto aberto que, se efetivamente mantido — haverá movimentação em sentido contrário —, pode fazer com que os vendidos não entreguem o “produto”, votando pela eliminação do cartola.

Resta saber o que ocorrerá.

Há ainda o julgamento pendente de Augusto Melo, que conta com apoio maior pela exclusão, além da necessidade de transformar em “réu” o ex-presidente Duílio “do Bingo” Monteiro Alves, que, apesar de ter embolsado dinheiro do Corinthians em período intermediário ao dos demais citados, segue sendo “investigado” com morosidade em Parque São Jorge.

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