Por que o processo de Duílio ‘do Bingo’ está parado no Corinthians?

Nos próximos dias, os ex-presidentes Andres Sanchez e Augusto Melo — além de alguns apoiadores deste — serão julgados no Conselho Deliberativo do Corinthians.

Todos com grandes chances de expulsão.

É estranho, porém, que o também ex-mandatário Duílio “do Bingo” Monteiro Alves não esteja na pauta.

Seus rolos ocorreram após a gestão Sanchez, mas antes da de Melo.

Nada justifica a morosidade na análise de seu caso pelo Conselho de Ética, presidido por Leonardo Pantaleão, justamente o comandante interino do Conselho que agendou as votações mencionadas.

A ausência de Duílio faz pensar.

Seria verdadeiro o que circula no Parque São Jorge sobre a proteção da cúpula do Conselho aos Monteiro Alves, a ponto de outro prejudicador do clube, Adriano, seguir prestigiado nos bastidores?

Outro caso emblemático evidencia que a ordem dos julgamentos não parece obedecer a critérios técnicos ou cronológicos.

Um jornalista muito lido no Corinthians foi afastado, em 2011, do quadro de associados alvinegros por perseguição de cartolas que se incomodavam com as denúncias que ele revelava; apenas quinze anos depois, a Comissão de Ética finalizou parecer recomendando o encerramento da “pena”.

Isso ocorreu há seis meses.

Muito antes dos pareceres envolvendo Sanchez e Augusto, mas, diferentemente deles, segue engavetado.

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