O ‘mister’ na festa cafona da Casa Bandida

A festa da CBF para a apresentação da lista de convocados da Seleção Brasileira foi a demonstração clara de que possuir muito dinheiro não é sinônimo de competência ou qualidade.
Cafona, com encenações terríveis — provavelmente ensaiadas às pressas —, a cerimônia serviu para exaltar os ‘feitos’ da Casa Bandida e tentar induzir o brasileiro a tratar Carlo Ancelotti não como ‘treinador’, mas pela alcunha de ‘Mister’.
Tudo tão forçado que se tornou constrangedor.
Ancelotti estava nitidamente desconfortável, não apenas por precisar suportar o péssimo espetáculo, mas também por, evidentemente, praticar a convocação ‘culposa’, quando não se tem intenção de convocar.
Falamos de Neymar, obviamente.
Outro ‘destaque’ interessante foi o discurso de Samir Xaud, presidente da CBF e preposto de ministro do Supremo, que tentou se fazer importante, mas acabou notado pela ausência de traquejo oratório e pelas dificuldades com a língua portuguesa, como quando insistia em pluralizar a singularidade.
“Nesses um ano”, por exemplo, foi expressão utilizada diversas vezes para citar o período em que ocupa o cargo que, na prática, não comanda.
