Renovação de Abel Ferreira com o Palmeiras foi grande negócio para intermediários

Recentemente, o Palmeiras renovou o contrato do treinador Abel Ferreira, desta vez até o final de 2027.
Garantiu-lhe, em média, R$ 5 milhões mensais — destes, R$ 3,2 milhões fixos.
Abel está no Palmeiras, precisamente, há cinco anos, quatro meses e dezoito dias; se permanecer até o final do novo vínculo, a conta fechará em sete anos, dois meses e um dia.
É extremamente próximo da presidente do clube, que chegou a lhe emprestar, sem custos, um jatinho para que pudesse viajar a Portugal, tendo liberdade total para discutir a renovação contratual.
Não faz sentido o pagamento de comissão a intermediário por esse procedimento.
Se houver, deveria ser de responsabilidade do treinador, que é, em tese, o patrão de seu agente.

O balanço do Palmeiras, porém, aponta R$ 4,2 milhões destinados a Hugo Miguel Gonçalves Cajuda Souza, empresário de Abel, exatamente pela assinatura da extensão do vínculo.
Como justificar?
No mundo da bola, em regra, esse dinheiro costuma ser dividido com a cartolagem.
Seria o caso?
Há negócios estranhos envolvendo a dupla — ou seria o trio, se personagem oculto(a) estiver envolvido(a)?
Em 2024, Cajuda negociou Abel Ferreira, às costas do Verdão, com o Al-Sadd, do Catar — um pré-contrato chegou a ser assinado.
Em junho de 2023, por indicação do treinador palestrino, a equipe árabe pagou 9 milhões de euros pelo jogador Giovani, da base palmeirense.
O intermediário?
Cajuda.
Além disso, segundo fonte, o agente, em parceria com terceiros, também participaria de negócios envolvendo jovens promessas da base palmeirense.
Há também situações estranhas extracampo.
Em 2021, Cajuda protagonizou matéria do Blog do Paulinho intitulada: “Lucas Veríssimo, ex-Santos, e o empresário de Abel Ferreira estavam na lista de passageiros do voo da cocaína”, que pode ser conferida no link a seguir:
Pode ter sido azar.
Situação diametralmente oposta à que vive no Palmeiras, em que a sorte sempre esteve ao lado de quem é beneficiado, há mais de cinco anos – talvez também beneficiando -, com as tranquilas, mas sempre vultuosas, renovações de Abel Ferreira com o Palmeiras.
