Ex-presidente do Corinthians foi preso, em 2007, por exploração de jogos ilegais

Em 2007, Duílio “do Bingo” Monteiro Alves — que anos depois se tornaria presidente do Corinthians — foi detido ao ser flagrado explorando jogos de azar.
Mais precisamente, máquinas caça-níqueis.
A contravenção, segundo fonte, ocorria em um bingo clandestino.
À época, a atividade já era proibida no país.
Desde 2004, a Medida Provisória nº 168, assinada pelo presidente Lula, vedou a exploração comercial de bingos e caça-níqueis, após investigações apontarem a atuação de bicheiros e conexões com o crime organizado.
A reprimenda, porém, foi branda.
Para se livrar do problema, Duílio aceitou proposta de pena restritiva de direitos, com pagamento de R$ 2 mil a uma entidade assistencial.
O acordo foi homologado em 2008.
Em março de 2009, o Ministério Público confirmou o cumprimento integral da obrigação.
Com isso, o Judiciário declarou extinta a punibilidade do cartola.
Foi alguém com esse histórico que, anos depois, chegou à presidência do Corinthians — período que culminou em uma crise financeira que elevou a dívida do clube a quase R$ 3 bilhões.
