Obstrução de Justiça não será punida no Corinthians?

Diz trecho da auditoria que, em relatório, insere o vice-presidente Armando Mendonça em suposto esquema de desvios de uniformes do Corinthians:
“A contagem física foi conduzida no dia 22 de setembro de 2025, com a participação conjunta da equipe de Auditoria Interna e dos almoxarifes Sr. Francisco Silva e Sr. Leandro Ribeiro.”
Há cinco dias, a Comissão de Justiça alvinegra convocou esses funcionários para prestarem esclarecimentos.
Um deles não compareceu.
Francisco foi proibido pelo presidente Osmar Stabile, sem justificativa convincente para o ocorrido.
Conforme revelado pela Central do Timão, por essa e outras razões houve bate-boca entre o cartola e o presidente do Conselho, Romeu Tuma Junior, sem, porém, qualquer notificação oficial acerca do suposto malfeito do mandatário.
É necessário que isso ocorra.
A investigação contra Armando foi estimulada por Stabile e realizada por um de seus diretores, que segue no cargo.
Nas últimas semanas, presidente e vice foram flagrados em farra de medalhas, distribuídas a si próprios e até a parentes.
Estaria o presidente satisfeito com a reaproximação e, por conta dela — e também por razões políticas, já que conselheiros do Centrão, desde então, participam das farras nos camarotes —, tentando evitar o desfecho das investigações?
A impressão é a de que a auditoria estaria sendo utilizada para plantar dificuldades e colher facilidades — de acordo, é claro, com os objetivos de poder de Stabile e de seu grupo de apoiadores.
O Conselho Deliberativo, a Comissão de Justiça e o Conselho de Ética, sob pena de desmoralização, precisam instaurar procedimento administrativo contra o presidente, que não pode sair impune dessa afronta ao Corinthians.
