Anúncios

Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“É um absurdo, o ser humano ter que lutar contra tudo e contra todos para se manter na prática do bem”

Juahrez Alves – é um produtor cultural, professor graduado em Letras, filósofo e escritor baiano


Gênio 

Estranho como Sérgio Correia da Silva, sábio maior da arbitragem do futebol brasileiro se impõe com suas desprezíveis e maldosas teorias; explico:

Avaliadores

Quatro são as pessoas designadas para avaliar o trabalho dos representantes das leis do jogo nas partidas das Series A e B do Brasileirão

Postos

Delegado do jogo – Tutor do árbitro – Analista de campo e Analista de vídeo. Sendo que o avalista de vídeo, exerce atividade dentro de seu domicílio

Internet

Logo após o término da contenda, os relatos devem ser enviados

Dinheirinho

Delegado da presidência, tutor do árbitro e avalista de campo recebem mais que o avalista de vídeo

Amigos

do rei Sérgio, dirigentes da comissão da CA-CBF, comissões estaduais, do mesmo modo, os “éticos” dirigentes da ANAF e dos sindicatos estaduais são premiados para trabalhar por todos os estados que disputam as referidas séries


3ª Rodada da Séria A do Brasileirão – 2017

Sábado 27/05

Vasco da Gama 3 x 2 Fluminense

Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)

Item Técnico

Acertou quando das duas penalidades máximas favoráveis para a equipe do tricolor das laranjeiras

Item Disciplinar

Correto nos 02 carões para defensores do Vasco, como também, para com 03 dos defensores do Fluminense

Concluo

Das partidas que assisti desde o inicio da competição, afianço que está foi a melhor, ou seja, ativou minha atenção; como também, sobre o bom desempeno do árbitro e seus assistentes

São Paulo 2 x 0 Palmeiras

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

Item Técnico

Acertou por ter sinalizado a penalidade máxima cometida por Jucilei, defensor são-paulino no palmeirense Jean, que, por sua vez, ajeitou a redonda na marca penal, bateu e errou de direção

Item Disciplinar

02 amarelos pra palmeirenses e 03 para são-paulinos

Resumido

Trabelho aceitável

Domingo 28/03

Atlético-GO 0 x 1 Corinthians

Árbitro: Paulo H Schleich Vollkopf (AB-MS)

Item Técnico/Disciplinar

Refrega fraquíssima. No todo! Os representantes das leis do futebol não terem sido exigidos

Santos 0 x 1 Cruzeiro

Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (AB-GO)

Item Técnico

Admissível

Item Disciplinar

1º – Foi correto ao marcar falta quando da violentíssima tesoura aplicada por Copete, defensor da equipe santista no oponente Arrascaeta; no entanto, desprezou o inserido nas leis do jogo, por não ter lhe dado o cartão vermelho

2º – Posteriormente! Indicando desforra, o santista Copete foi atingido maldosamente pós-bola por seu oponente Leo, neste episódio a falta foi sinalizada; porém, sem moral para lhe dar o vermelho, o assoprador de apito o advertiu com o cartão amarelo

Copa do Brasil 2017 – Quarta Feira 31/05

Internacional 2 x 1 Palmeiras-SP

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)

Item Técnico

Correto por ter convalidado a dificílima e acertada sinalização do assistente 02: Pablo Almeida da Costa (AB-MG) quando da marcação da posição de impedimento do atacante palmeirense Roger Guedes, no lance completado com a bola no fundo da rede adversaria

Sequencialmente

e vergonhosamente, em períodos distintos, de frente para os acontecidos, o boto-branco deixou de marcar duas penalidades máximas a favor do Palmeiras:

– a primeira: quando e por duas vezes, Léo Ortiz defensor da equipe gaúcha desviou a trajetória da redonda; uma com a mão direita próxima ao gramado, outra, com a esquerda na altura do ombro.

– a segunda: no momento que um dos oponentes usando da mão esquerda, puxou o ombro esquerdo do palmeirense Zé Roberto, em lance de claríssima situação de ser finalizado com a bola no fundo da rede

Item Disciplinar

Advertiu com cartão amarelo 02 defensores do Internacional e 05 Palmeirenses, dentre estes, Felipe Melo, que entendo, não merecido

Sport 1 x 1 Botafogo

Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)

Assistente 01: Alex Ang Ribeiro (AB-SP)

Assistente 02: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (FIFA-SP)

Confissão

Deste evento assisti somente o replay do primário e incompreensível erro da assistente Tatiane Sacilotti Camargo dos Santos, por ter sinalizado impedimento do botafoguense Rodrigo Pimpão, findado com a bola no fundo da rede da equipe da casa, vez que, o mesmo, se encontrava atrás da linha da bola no momento que seu consorte Roger executou a jogada


Politica

As ilusões perigosas

‘Boa parte dos políticos está muito próxima de um diagnóstico de internação compulsória’

Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá, Londrina. Tenho discutido a crise brasileira em algumas cidades, a propósito do lançamento de um livro. Nessas conversas, a primeira parte é sempre mais fácil. Trata de uma análise dos fatos e erros que nos jogaram nesta crise e secaram as esperanças inspiradas pelo movimento das Diretas-Já. A segunda parte, que trata de uma saída para a crise, é bem mais nebulosa. Repito a imagem de uma navegação na neblina, com todos os perigos que ela implica, inclusive o risco de o barco encalhar.

A Constituição é uma bússola, mas segui-la apenas não supera todos os obstáculos do caminho. Não há nada na Constituição, por exemplo, que impeça a escolha de um idiota para o cargo de presidente. Da mesma maneira, a Constituição não nos protege das tentativas do governo de controlar e bloquear as investigações da Polícia Federal (PF). Falta nela um dispositivo que garanta a autonomia da PF, para protegê-la desses ataques.

Dilma trocou o ministro da Justiça duas vezes. Temer, na mesma situação, utiliza a velha tática. Eles nos colocam numa situação delicada. De modo geral, em situações difíceis somos obrigados a contar com a ajuda de desconhecidos.

As escolhas de Dilma e Temer nos obrigam a espancar desconhecidos. Eles escolhem pessoas que mal conhecemos, com a tarefa de enfrentar e neutralizar a Lava Jato.

De acordo com os grampos, Aécio Neves, por exemplo, conspirando com Temer, queria que o ministro da Justiça escolhesse os delegados para os inquéritos envolvendo políticos. Era uma forma de neutralizar as investigações.

Os delegados da PF já perceberam o que está em jogo. Temer, na mesma operação, designou Osmar Serraglio para o Ministério da Transparência. Houve resistência dos próprios funcionários. Como sair chamuscado da Carne Fraca e assumir um cargo vital no combate à corrupção? Serraglio saltou fora.

Os derradeiros movimentos de presidentes em queda costumam ser patéticos. O medo está implícito em suas decisões: é mais importante sobreviver no cargo do que considerar a gravidade e a urgência dos problemas nacionais.

A Constituição prevê a escolha indireta de um novo presidente até 2018. Mas quem teria força para vencer no Congresso? A tendência é escolher o candidato que mais atenda aos anseios dos políticos, e não da sociedade. O programa desse período-tampão não importa tanto, mas, sim, o que fazer para evitar que a polícia os alcance e, mais ainda, que ela não possa deter os futuros processos de corrupção.

A solução desse impasse, para quem gosta de saídas simples, são as eleições diretas. Outro dia ouvi alguém defender diretas para o período até 2018 e diretas de novo em 2018. Num país com 14 milhões de desempregados, duas eleições nacionais quase seguidas são um remédio com grande chance de matar o paciente.

É difícil o Congresso eleger alguém que se comprometa a apoiar a Lava Jato. Assim como nas manobras presidenciais a tendência é procurar um nome que enfrente a polícia e a Justiça. É compreensível que atuem assim. Os presos querem fugir da cadeia, os investigados querem escapar das suspeitas. Mas é uma reação de desespero.

Os danos políticos sobre o sistema político-partidário são indeléveis. O destino legal de cada investigado leva mais tempo para se definir.

As eleições de 2018 podem se tornar uma hecatombe para todos. Há um caso da eleição de 1973 na Dinamarca, que derrotou os principais partidos e abriu caminho para novas forças. Ficou célebre.

Quando escrevo isto, imediatamente me vem à cabeça: o Brasil não é a Dinamarca. Mas os fatos que o País acompanha desde o governo petista são estarrecedores. Não creio que exista nada parecido no mundo.

Nas ruas ouço muito a expressão “não temos para onde correr”. Mas, quem sabe, essa situação se altera, gente da própria sociedade dá um passo adiante e enfrenta a tarefa? No momento, todos têm medo de se confundir com os políticos. Se conseguirem se distanciar deles, talvez o fardo seja menor.

Uma coisa é certa: presidentes e políticos jogam sempre com a possibilidade de deter investigações, trocar delegados, intimidar procuradores.

Não estão conseguindo. Sua escolha é um equívoco. Não percebem que a luta contra a Justiça piora sua situação política. Supõem que, abafando agora, todos se esquecerão num futuro próximo e o tradicional processo de acusações recíprocas nas eleições acabará funcionando como um escudo.

Por isso a sucessão de Temer será um momento decisivo. O Congresso pode querer utilizá-la para entrar em guerra com a Lava Jato e a maioria da sociedade que apoia as investigações. Nesse caso, a instabilidade apenas prosseguirá e não é totalmente descartável que mais um presidente caia antes de 2018.

Lembro-me dos asilados bolivianos na Europa. Eles voltavam para viver um novo governo na Bolívia, mas não jogavam fora o cartão mensal do metrô europeu. Era sempre possível voltar antes do fim do mês.

O cinismo de grande parte dos políticos, sua insistência em impedir que o Brasil faça justiça a quem o lesou são fatores muito delicados. Eles estão muito próximos de um diagnóstico de internação compulsória. Não só representam um perigo para a sociedade, como sua miopia implica também um perigo para a própria vida, em caso de revolta popular.

Lembro-me de um western em que um mexicano pendurava um americano numa corda, apontava a arma para ele e dizia: “Gringo, vou ter de matá-lo para mostrar que gosto de você”. Aqui, vamos precisar interná-los para proteger sua vida.

Eles não andam na rua, não sentem o pulso das mudanças que acontecem no espírito dos brasileiros. Acham que, desmantelando a PF, contratando bons marqueteiros para contar sua história, tudo recomeçará como antes. São ilusões perigosas, devastadoras.

Exposto no Estadão da Sexta Feira 02/06/21007 – Criação do jornalista Fernando Gabeira


Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-03/06/2017

Ouça abaixo os programas “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foram ao ar pela rádio Rock n’ Gol:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: