Kajuru quer Bolsonaro em casa

Dentre os senadores que, em conjunto, solicitaram ao STF prisão domiciliar humanitária ao déspota Jair Bolsonaro, destaca-se a triste figura de Jorge Kajuru.
Ainda bem: não engana mais ninguém.
Bolsonaro está em uma sala com cama nova, colchão fora do padrão prisional, ar-condicionado, frigobar, direito a diversas visitas autorizadas fora do procedimento padrão, entre outras vantagens.
Dispensa-se a descrição do tratamento habitual imposto pelo sistema carcerário brasileiro.
Kajuru sabe que Bolsonaro mente ao dizer que está sendo “torturado” e que, salvo em casos de doença terminal, as varas de execução penal negam o benefício requerido a 99% dos presos.
Alguns, ladrões de comida — não golpistas contra a democracia ou assassinos por omissão durante uma pandemia.
A Bolsonaro, desejamos tratamento igualitário ao dispensado a todos no sistema.
Nem mais, nem menos.
Jorge Kajuru defende os privilégios.
Inclusive os seus próprios: embolsou dinheiro do bicheiro Carlinhos Cachoeira; é acusado por ex-funcionário da prática de “rachadinha” em gabinete político; apertou as mãos de Marconi Perillo, a quem acusou de estuprar sua esposa; apoiou Bolsonaro no primeiro mandato e, após a derrota na eleição seguinte, migrou para o lado de Lula — sem que este lhe abrisse qualquer porta; além de presidir uma CPI da jogatina enquanto era bancado por uma casa de apostas.



