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O estádio de Itaquera e a oposição corinthiana

É de conhecimento público o comportamento das últimas gestões alvinegras, todas tocadas por membros do grupo “Renovação e Transparência”, que levaram o Corinthians a tornar-se balcão de negócios de empresários, a uma dívida bilionária (entre calotes, impostos e estádio) e diversos indiciamentos criminais de seus dirigentes (alguns acusados de receber propina para beneficiar a Odebrecht).

Os presidentes deste período, Andres Sanches, Mario Gobbi e Roberto Andrade, defendem-se dizendo que conseguiram erguer um estádio e listam algumas conquistas esportivas.

Não dizem, porém, que para tal utilizaram do sistema “compro no crédito, usufruo do produto e pago, se der para pagar”.

No fim, o crédito acabou e o clube está devendo tudo o que a fantasia de Ali Babá amealhou.

Na tentativa de dar continuidade às conquistas esportivas (que sempre estiveram presentes na vida alvinegra – o primeiro mundial e três campeonatos brasileiros foram oriundos das gestões Vicente Matheus e Alberto Dualib), mas com discurso de responsabilidade, nas contas e na administração, oposicionistas alvinegros movimentam-se com boas perspectivas de mudanças, amparadas em insatisfação de ex-situacionistas e no fim do cabresto que mantinha próximos, por conta da formação de chapas amarradas de 200 pessoas, bom percentual do eleitorado.

Três nomes são os mais comentados, até o momento: Roque Citadini, Osmar Stabile e Romeu Tuma Jr.

Bastidores do Parque São Jorge dão como provável a aproximação de Citadini com o grupo de Stabile, além doutros apoios ligados a diversas vertentes, que o tornam, talvez, o adversário mais relevante, por conta de um capital de 43% dos votos, obtido no pleito anterior, contra o provável candidato do poder, o deputado federal Andres Sanches.

Tuma entra na disputa junto com Ilmar Schiavenato, ex-diretor de Mario Gobbi.

Ontem, ambos movimentaram os bastidores políticos alvinegros.

Citadini levou para evento, com direito a assistir partida do Corinthians, em sua residência, quantia próxima de uma centena de pessoas, dos mais variados grupos da política alvinegra, enquanto Tuma, oficialmente, lançou-se candidato em entrevista ao amigo Jorge Nicola.

Nas mídias sociais, a repercussão maior se deu por conta do que pensam os oposicionistas em questão da gestão dos problemas do negócio “estádio de Itaquera”, que precisa ser resolvido antes que a bola de neve seja avolumada.

Ambos dizem que existe a necessidade de renegociação da pendência, porém, por caminhos diferentes.

Citadini, amparado em parecer de auditoria, defende, pelas mídias sociais, que o estádio seja mantido, acreditando que a dívida com a Odebrecht já está paga, devendo o Corinthians preocupar-se com os valores devidos ao BNDES, intermediados pela CAIXA.

Outro discurso do oposicionista, defendido, oficialmente, em reuniões da comissão do estádio, é o de que o Timão precisa levar a construtora à arbitragem do contrato, ambiente em que, diante das evidências, fatalmente sairia vencedor.

O Palmeiras agiu assim com a Wtorre e obteve ótimos resultados.

É nessa questão que divergem os oposicionistas.

Tuma também quer a renegociação, mas disse, em entrevista, que poderia até devolver o estádio, discurso posteriormente amenizado, no site do Yahoo, diante da controversa repercussão.

Ambos, porém, convergem para um comportamento, dentro da política alvinegra, cada qual a seu estilo, de não terem, em momento algum, participado ou apoiado a gestão “Renovação e Transparência”, que não pagou a conta do que diz ter conquistado, gerando herança difícil, financeira e de credibilidade, para qualquer que seja o futuro administrador corinthiano.

EM TEMPO: em contato com o blog, o advogado Heroi Vicente, um dos líderes do grupo “Inteligência Corinthiana”, desmentiu apoio à chapa de Romeu Tuma, dizendo que ainda analisa a melhor alternativa, razão pela qual retificamos a informação.

Em Nota, afirmou:

“Esclareço que não definimos apoio a qualquer postulante ao cargo de Presidente da diretoria; nossa primeira preocupação é unificar as oposições, para que o processo de renovação administrativa reste garantido. Temos apreço a todos os candidatos que se posicionaram de forma contrária ao chapão, a favor da destituição do presidente Roberto e contra a aprovação das últimas contas, sem as devidas e importantes ressalvas. Oportunamente, se não ocorrer a reunião oposicionista pretendida, escolheremos um dos candidatos para apoiar oficialmente, ou liberaremos os integrantes do grupo, para que votem livremente.
Vale salientar que nosso grupo foi o primeiro a postular a intervenção jurídica no estádio, seja através do acionamento da arbitragem, seja através da propositura de uma medida cautelar de produção de provas, fato que, se proposta anteriormente, o Corinthians não seria obrigado a discutir uma controversa auditoria. Aliás, a reparação dos eventuais prejuízos derivados dessa inação e de outras, deveria ser objetivo a ser perseguido pelo próximo mandatário.”

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