O grave erro da juíza que facilitou a vida Andres Sanchez

Horas após o MP-SP protocolar pedido de suspeição da juíza Márcia Mayumi Okoda Oshiro no processo que buscava a condenação de Andres Sanchez por diversos crimes supostamente cometidos contra o Corinthians, a magistrada se movimentou.
E errou.
Oshiro é professora de Direito contratada pelo advogado do cartola — a quem permanece subordinada — na FAAP.
Relembre:
Blog do Paulinho revelou ligação de magistrada com advogado de Andres Sanchez –
Em tese, deveria ter se declarado impedida.
Além de não fazê-lo — e, pior, sequer se manifestar sobre o pedido na ação — decidiu que Sanchez não cometeu os crimes mais graves, como lavagem de dinheiro e sonegação de impostos, acolhendo apenas aquilo que era impossível esconder: a apropriação indébita.
A magistrada, vale destacar, atuou no Tribunal do Torcedor, ambiente no qual circulam magistrados ligados ao futebol.
Ou seja, Sanchez está livre.
Mesmo que o caso — salvo reversão da decisão pelo MP-SP — siga seu curso natural, em razão da pena previstas (de um a quatro anos) será ofertado ao cartola um acordo de não persecução penal, no qual algumas cestas básicas ou, no máximo, a devolução do valor subtraído deverão encerrar a questão, sem qualquer condenação criminal em sua ficha.
O único problema a ser enfrentado por Sanchez — porque a juíza se viu obrigada a impor algumas cautelares — é a proibição de manter contato com pessoas ligadas ao Corinthians, medida que deverá perdurar, se tanto, até a metade do ano.
Bloqueio de valores em conta não o atinge.
Esperto, há anos movimenta recursos em nome de terceiros.
