Aldo Rebelo ajuda a encobrir pirataria do COB

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), de maneira lamentável, ajudou ontem os “piratas” do COB a esconderem seus maus feitos.

Da mesma maneira que fez no caso Pacaembu, com a corrupção comprovada de José de Assis Aragão, então administrador, e também ao não recorrer contra decisão judicial que impediu circulação de seu livro sobre a CPI CBF/Nike.

“o comitê Rio 2016 agiu corretamente ao apurar o incidente, junto com o comitê de Londres, e punir os autores”, disse em nota do Ministério do Esporte.

Não é verdade, e ele sabe bem disso.

O COB alega que os funcionários demitidos, dez até o momento, agiram por conta própria ao roubarem dados sigilosos do Comitê Olímpico de Londres.

É inimaginável que o tenham feito dessa maneira e, principalmente que nenhum superior tenha tido prévio ou posterior conhecimento da informação.

Até mesmo a inaceitável não divulgação dos nomes dos demitidos corrobora para que cheguemos a conclusão de que as demissões ocorreram para empurrar a sujeira debaixo do tapete, impedindo que os mesmos contem realmente o que sabem, e, principalmente, de quem receberam as ordens.

Em vez de colocar “panos quentes” no assunto, Aldo Rebelo tem a obrigação de apurar o caso até o final, convocando e exigindo explicações de Carlos Nuzman.

Não o fez, nem fará, exatamente por estar alinhado à conduta do que há de pior na gestão esportiva brasileira.

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