Detalhes do acordo para salvar Andres Sanchez e Duílio ‘do Bingo’ no Corinthians

Há dez dias das eleições do Corinthians, Andrés Sanchez reuniu-se com Osmar Stabile e, depois, com Romeu Tuma Junior, amarrando um acordo para salvá-lo da expulsão em Parque São Jorge.

Os termos são óbvios.

Duílio “do Bingo”, que mantém o irmão Adriano na condição de CEO informal da atual gestão, foi quem costurou o apoio de Sanchez, oferecendo-lhe a única salvação possível após serem flagrados utilizando cartões corporativos do alvinegro para fins pessoais.

A Renovação e Transparência, além de chapas parceiras, votou em bloco — com exceção de Mário Gobbi e Jorge Kalil — em Stabile e também em Leonardo Pantaleão, que comandará, na Comissão de Ética, as investigações sobre o caso.

Aproximadamente 75 dos 199 votos recebidos, que decidiram as eleições.

Não por acaso, coincidentemente, Andrés Sanchez e Eduardo “Gaguinho” Ferreira — líder da chapa de Duílio — marcaram viagens justamente para o período eleitoral.

Quase um recorte da clássica música “Matei a Família e Fui ao Cinema”, de Lobão:

Ninguém sabe do que é capaz
Sem dó nem pena
Sem nenhum telefonema
Matou a família e foi ao cinema

Sanchez e seus aliados orientaram as chapas e, em seguida, fugiram para evitar questionamentos.

Salvo traições futuras, os ex-presidentes do Corinthians trocaram a liberdade política pela permanência no quadro de associados, no Conselho Deliberativo e também no CORI, independentemente do que venha a ocorrer nas investigações do MP-SP.

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