Aos poucos, a Lusa começa a enxergar a realidade

No desespero, a Portuguesa vendeu-se, em formato de SAF, ao primeiro espertalhão — mais interessado na especulação imobiliária de um terreno ao lado da Marginal Tietê do que em investir em um clube de futebol que, apesar de histórico, possui torcida pequena e, ao menos por ora, não teria capacidade de gerar retorno financeiro.

A maior comprovação disso foi o recente jogo em que houve distribuição de ingressos gratuitos.

O prometido aporte de R$ 1 bilhão, conforme amplamente demonstrado em portais sérios, é pura lorota.

Nem meio por cento desse valor, se fosse verdadeiro, iria para o futebol.

Com essa gente no comando — principalmente Alex Bourgeois, especializado em fracassos esportivos — o calvário persistirá.

O caminho, talvez, seja o torcedor pressionar para que se resgate o comportamento que sempre salvava a Lusa: mesmo com poucos recursos, o clube igualava-se em qualidade a seus adversários por meio do fomento às categorias de base.

Além de baratear o custo do futebol, a Portuguesa veria em campo jogadores estimulados, com a possibilidade de que, entre eles, surjam dois ou três que, se bem vendidos, poderiam gerar um aporte financeiro que, utilizado exclusivamente para fins esportivos, daria início à sonhada retomada.

A realidade atual é:

  • 12ª colocação do Paulistinha (eliminada na primeira fase;
  • eliminada na 1ª fase da Copa do Brasil;
  • eliminada na 2ª fase da fraquíssima Série D do Brasileirão;
  • não disputar a Copa Paulista

Este é o padrão Bourgeois de qualidade, mas não deveria ser o da Portuguesa, sonho prometido, e até o momento não cumprido, pela SAF.

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1 Comentário

  1. O autor da matéria comete erro jornalístico grave ao afirmar, sem fontes, que a Portuguesa “vendeu-se ao primeiro espertalhão”.

    Essa afirmação é tão absurda que pode ser desmentida pelo próprio autor, que publicou ano passado matérias sobre os outros dois grupos de investidores que foram recusados. O que prova que o “primeiro espertalhão” foi na verdade o terceiro grupo de investidores a manifestar interesse na SAF da Portuguesa, em ordem cronológica.

    Essas plataformas não aceitam links, então não consigo anexar as fontes, mas basta pesquisar o nome deste blog aqui junto com “Portuguesa”, “Grupo Águia” e “grupo inglês” pra encontrar as matérias.

    Além disso, a SAF já declarou a diversos veículos que quer reativar todos os departamentos de base, e já tirou do papel parte do plano. Portanto, fica difícil entender a vontade do autor, que precisa ser um pouco mais claro em sua coluna sobre o que realmente espera da Portuguesa SAF.

    Aliás, na minha opinião, considerando o histórico do responsável pelo espaço, é URGENTE que o mesmo seja MUITO CLARO e revele o que realmente quer da Portuguesa.

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